Por Teo Gelson
O vocalista da Fresno contou que a banda, inicialmente, chamava-se “Democratas”. “A gente achava que seria legal ter uma banda chamada ‘Democratas’. Aí muito cedo a gente descobriu que não seria tão legal e mudou o nome da banda”, contou Lucas.
Apesar de muitas pessoas acharem que já viram a banda Fresno no Faustão, Lucas Silveira garante que eles nunca foram lá. “Esse ‘efeito mandela’ é muito forte. A gente nunca foi no Faustão, mas a gente foi na Hebe, foi na Xuxa e foi em todo resto”, comentou.
Lucas Silveira contou que estava em uma festa de músicos e eles encontraram o Compadre Washington e decidiram tocar juntos. “Foi um momento muito icônico assim, porque realmente tocamos um som com o Compadre Washington. Ele era o menos animado cantando porque ele tava tipo assim: ‘não acredito que esses caras estão fazendo isso’ e foi muito animal”, revelou.
Depois de uma participação em um programa da MTV, Lucas relata que Chitãozinho e Xororó viraram fãs da banda Fresno e regravaram uma música deles, chamada “Duas Lágrimas”.
Durante a infância Lucas descobriu que cantava, mas não se via como músico. Foi na adolescência que começou a pegar gosto pela música e, como gostava de cantar e ninguém sabia tocar o que ele gostava, começou a aprender a tocar também. “No final desse mesmo ano, eu já tinha uma banda, já estava tocando com essa banda e essa banda já era a Fresno”, revelou.
Durante o bate-papo no Faro Novabrasil, Lucas Silveira comentou a importância de conquistar os primeiros 100 fãs. E revelou que acredita que o segredo para ter conquistado os primeiros fãs foram as composições íntimas das canções da banda Fresno. “Eu compunha sem pensar numa fórmula e era muito instintivo. As coisas que eu falava e que eu ainda falo são coisas que às vezes eu não diria nem para terapeuta. Essa intimidade gerou muito cedo uma identificação profunda”, explicou.
O vocalista da banda Fresno revelou que as ideias de composições não surgem do nada e que ele precisa estar fazendo música para algo aparecer. “Se eu estou na frente do computador produzindo um negócio, tocando uma guitarra, pensando ou se eu estou junto com os caras da banda aí que vem a luz. Tem que estar ligada na tomada essa luz aí se não ela não acende”, contou.
O mais recente álbum da Fresno “Vou ter me virar” (2021) é uma continuação do anterior ”A sua alegria foi cancelada” (2019). O novo álbum traz a ideia de se virar e precisar fazer alguma coisa para resolver os próprios problemas. “E a gente super se virou nesse período pandêmico. A gente conseguiu aumentar o tamanho da banda nesse período e agora a gente está voltando com os shows e eles estão indo muito bem”, explicou Lucas Silveira.
Para o futuro da Fresno, Lucas Silveira revelou que vê tudo igual ao presente da banda. “A gente tocando, a gente lançando lá o 15° disco, porque a gente também aprendeu a dosar a banda dentro da nossa vida, então todo mundo meio que faz outras coisas e isso possibilita que a Fresno possa, simplesmente, fazer a música que a gente quer, do jeito que a gente quer, com quem a gente quer”, explicou.
Fonte: https://novabrasilfm.com.br/


