Por Teo Gelson
A Mulher-Maravilha foi criada em 1941 e além de lutar por um mundo melhor nos gibis, a heroína também inspirou mulheres de todo o mundo com sua força e coragem. Isso aconteceu, pois na década de 40, as mulheres que enfrentavam diversos desafios para conquistarem direitos como trabalhar e estudar, se sentiram encorajadas pela super-heroína que viam nos quadrinhos.
O psicólogo e criador da Mulher-Maravilha William Moulton Marston, também criou o polígrafo, uma máquina capaz de detectar mentiras. Por essa razão, alguns especialistas em histórias em quadrinhos afirmam que a busca pela verdade e justiça presentes no DNA da Mulher-Maravilha, foram herdadas de seu criador.
O primeiro nome escolhido para a amazona Diana Prince não foi Mulher-Maravilha e sim Suprema, a Supermulher. O editor Sheldon Mayer foi quem convenceu o criador da personagem e a DC Comics a nomearem Diana como Wonder Woman ou Mulher-Maravilha, em português.
Nos quadrinhos a super-heroína também precisou lutar por seu espaço: em suas primeiras aventuras ao lado da Liga da Justiça, a Mulher-Maravilha era apenas a secretária do grupo de heróis e possuía o papel secundário de anotar os detalhes das reuniões entre os participantes da Liga.
A Mulher-Maravilha já foi loira. Isso aconteceu em 1974, quando a atriz Cathy Lee Crosby interpretou a super-heroína no filme “Wonder Woman”. O longa-metragem fez muito sucesso na época e foi um teste para que a emissora americana ABC verificasse se lançaria ou não uma série com a heroína.
Entre as mulheres que já interpretaram a Mulher-Maravilha na TV e no cinema, as que mais se destacam são as atrizes Lynda Carter, que estrelou uma série de 60 episódios entre 1975 e 1979, e Gal Gadot, que interpreta a heroína atualmente.
Embora o grande amor da Mulher-Maravilha seja o piloto de avião Steve Trevor, a amazona já se apaixonou pelo Super-Homem em diversas histórias em quadrinhos lançadas nos anos 1980.
Nas histórias em quadrinhos Diana Prince já derrotou Ares, o deus da guerra. Ao vencer o vilão, a Mulher-Maravilha recebeu o título de Deusa da Guerra e conquistou o poder de se comunicar com todos os super-heróis do mundo.
Na década de 90 os heróis da DC Comics e da Marvel protagonizaram histórias juntos. Em uma dessas aventuras, a Mulher-Maravilha encontra o Mjölnir, martelo do super-herói Thor e consegue movimentá-lo normalmente.
Em 2020 a DC Comics anunciou o lançamento da Mulher-Maravilha na versão brasileira. A heroína da adaptação nacional se chamará Yara Flor e irá participar da história em quadrinhos “Future State”, ambientada em 2030. Os planos da DC são de lançar também uma série especial para Yara.
O aniversário da Mulher-Maravilha é um momento para celebrar os 80 anos de história da personagem, mostrando que Diana Prince é uma heroína importante para a nova geração de leitores. Afinal, o empoderamento da super-heroína mostra às crianças como elas também são capazes de alcançar os próprios sonhos por meio do protagonismo infantil.
Entre os garotos, a Mulher-Maravilha também é uma personagem importante, pois os ajuda a entender e respeitar a representatividade feminina, contribuindo para um futuro mais igualitário entre homens e mulheres.
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