Por José Carlos da Cruz
Psicólogo, professor e teólogo, abordagem integrativa, predominante a psicologia analítica. Terapia individual, grupos, casais e palestrante; atendimentos online por todo o Brasil.
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O desejo de todo ser humano é alcançar sonhos, atingir objetivos, sentir-se realizado, essa é a busca frenética; no fim de tudo, o homem quer olhar para traz e estar satisfeito com tudo que fez ou deixou de fazer.
Esta é uma corrida ingrata, por mais que tenha, o ser humana sempre quer mais, esquecendo que é mais do que um punhado de coisas. Alguém já disse e é verdade, nu nascemos e nu morremos, o homem é pó da terra, não leva nada material deste mundo.
O homem é um ser no mundo, inserido num tempo e num espaço, que por si só, já são limitantes e ambos, interferem diretamente no desenvolvimento da sua personalidade, no tempo passado se escondem traumas que vão impactar no futuro, por isso no presente, onde o Eu existe, é imprescindível que haja harmonia com o mundo que o cerca, com as relações existentes, possíveis e prováveis e principalmente consigo mesmo.
Parece utópico, porque a natureza humana existe num contexto de preocupação; até porque o primeiro fator preocupante e traumático é o nascimento.
Diante de todas essas nuances da vida que é descartiana, existem dois polos, Forghieri diz que a tristeza só vai adquirir o seu verdadeiro sentido, quando o ser, tiver vivenciado a alegria; a dinâmica também é inversa; isso quer dizer que a alegria e a tristeza, caminham juntas; o ter e o não ter, também; e a vida com a morte, da mesma maneira.
A vida não é linear, é constante e segue sempre para a mesma direção, o fim, da mesma maneira que o tempo amplia a existência, encurta; por isso e por muito mais, o Eu se realiza quando consciente e racionalmente, decide escolher viver o agora, ofertando o seu melhor para o mundo, mesmo que o mundo não lhe devolva o esperado; desenvolvendo condições para no futuro viver menos preocupado e mais harmonizado.
Isso significa, deixar o que passou no seu lugar assim como o que vai vir, e experimentar viver aquilo que lhe é agradável, que aprova, moral, psicológica e emocionalmente e menos na expectativa da aprovação dos outros, no tempo presente.
Enfim, o Eu é único e intransferível, portanto, não transfira para outro os direitos, deveres e seu desenvolvimento, prossiga para o seu alvo, para atingir seus sonhos, trabalhando o melhor possível para alcançar seus objetivos, entendendo que a vida é relativa, depende de suas escolhas e decisões, saiba ainda que cada escolha significa muitas renúncias.
Contente-se com que escolheu, com as decisões tomadas e viva o melhor do melhor e tenha uma boa vida.
Referência
Forghieri Y.C. Psicologia Fenomenológica: Fundamentos, Métodos e Pesquisa – São Paulo – Pioneira Thomson Learning 2002



