Por
Não são raras as vezes que o céu me tomava em admiração pela grandiosidade, pela criatividade nas cores e pelas formas expressas no ar. Observava atentamente estes fenômenos fascinantes e notava em mim o desejo irresistível de mergulhar para o que há de mais profundo em meu ser, de buscar os meus raios de sol, as minhas cores, o meu brilho, a minha luz incansável e permanente. E são tantos acontecimentos no céu, mas a velocidade dos dias tem nos afastado da observação, da contemplação. Continuam belos os seus efeitos, ainda que a nossa pressa não nos permita observá-los.
O pôr do sol, por exemplo, é uma oportunidade bela e acessível: sentir as energias renovadas e a certeza do pacto com o divino; simplesmente, contemplar a beleza do Sol deitando-se suavemente no horizonte; observar atentamente os pássaros se organizando em bandos para, como num coro angelical, despedirem-se com elegância e vitalidade. O pôr do sol é também o momento em que a Natureza faz uma oração acompanhada de melodia. É o sorriso singelo no olhar de um pequenino. É o abraço terno de uma mãe estreante. É o conselho sábio do avô bem vivido. É um momento de reflexão envolvido por uma paz que transborda, que renova e que restaura.
Acredite: nesse intervalo, podemos simplesmente sentir a paz, a força e a perfeição divinas. É uma força universal que nos lembra quem realmente somos, que nos faz lembrar que devemos buscar ser muito mais o que francamente somos. É uma chance de preparação e um porto seguro todo santo dia, ainda que nem todos os dias sejam santos e fáceis.
Que a pressa não nos tome por inteiro! Que os dias possam ser aproveitados da forma mais simples e profunda! Assim, também, podemos nos sentir humanos, novamente; podemos nos fazer humanos, docemente.
Este material possui imagem ilustrativa de inteligência artificial.



