Por Natalia Toneto – Psicóloga.
Vivemos em uma sociedade na qual estamos constantemente sendo estimulados para produzir. Quanto mais se produz mais eficiente você se torna. E eu me pergunto: A que custo? Sim, mas a que custo emocional e psicológico?
Eu entendo que temos vidas atarefadas e que faz parte da rotina ÀS VEZES hipercompensar (fazer muito uma coisa, como por exemplo, trabalhar além do necessário), mas sempre? Todos os dias? Fazer mais do que o limite da exaustão?
Você já parou para pensar o quanto esse comportamento a longo prazo pode te adoecer?
Sabe quando você começa a sentir-se cansado demais, estressado, sem paciência e até as tarefas mais simples ou que antes pareciam fáceis de fazer te geram um desconforto, uma sensação de preguiça? Então, é exatamente aí que os sinais começam a aparecer e muitas vezes temos uma tendencia de achar que é só um “cansaço”. “Ah, no fim de semana eu vou descansar e passa!”. Pois é… nunca passa!
Infelizmente não aprendemos a descansar. Fomos educados para produzir, custe o que custar e estamos o tempo todo sendo lembrados disso pelas redes sociais.
O problema é que estes excessos geram mudanças cognitivas e comportamentais significativas e segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil é o país com mais casos de ansiedade do mundo. Cerca de mais de 18 milhões de brasileiros estão sofrendo com ansiedade ou seja 9,3% da população. E não podemos deixar de falar sobre a depressão, onde o Brasil ocupa o 5º lugar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Lembrando que o sentimento de tristeza não tem a ver com os sintomas depressivos – falarei desse tema na próxima semana. Pensando sobre todas as informações acima, precisamos então falar sobre a prevenção e conscientização. Então se estamos aqui falando que sempre estamos produzindo ou atarefados, o que podemos fazer para reduzir a possibilidade de crises?
• Busque ter qualidade de sono sempre que possível, entre 8/9 horas de sono;
• Encontre uma atividade física que você goste, como por exemplo, caminhadas, alongamentos, pilates, academia, dança, etc.
• Descanse! Isso quer dizer sem telas. Sente-se ou deite-se em um lugar de sua preferência e faça uma meditação, pode ser de olhos fechados ou abertos, como: observar o ambiente ou a paisagem que você estiver. Usando os seus cinco sentidos (olfato, paladar, tato, audição e visão), para observar e sentir-se no agora.
Busque não julgar, só observar. E isso pode ser feito em cinco minutos. Outra sugestão é um documentário chamado Headspace, que está na Netflix, que ensina o que é meditar e como fazer isso de uma forma interativa e baseado na ciência.
Vale muito a pena experimentar.
• Alimente-se bem: com calma e se possível, sem distrações. Preste atenção exatamente ao que está mastigando.
• Quando possível veja amigos, interaja com as pessoas que você gosta ou tenha momentos de autocuidado, além de desfrutar de sua companhia, que também será fundamental para cuidar da sua saúde mental.
• E busque ajuda psicológica com o profissional psicólogo e se necessário, com o médico psiquiatra. Esses profissionais estão qualificados para te ajudar a encontrar uma forma mais segura de cuidar de algo que não é “visto” e que silenciosamente toma espaço e rouba você de tudo que vale a pena ser vivido.
Caso esteja passando por isso ou conheça alguém que está muito sobrecarregado e acredita que precisa continuar dando conta de tudo, busque um profissional da área da saúde mental. Caso queira entrar em contato comigo para esclarecer dúvidas sobre essetema, você me encontra no @psi.nataliatonetolima. Será um prazer falar contigo!
Abraços e até breve!



