Por Laura Porto
Muitos acreditam estarem perdidos, perdidos nos sonhos, pensamentos e emoções.
Muitos acreditam que são levados pelas circunstâncias mundanas.
E aqui é que entra a controvérsia do mundo.
Não estamos perdidos, estamos condicionados pelo mundo no qual vivemos.
Nos achar é busca e escolha, é pertencimento de quem queremos ou buscamos ser.
Ninguém se perde de si da noite para o dia.
Mas todos os dias nos condicionamos a ser o que o externo deseja.
É um processo silencioso, quase imperceptível.
Você vai cedendo um pouco aqui, se adaptando ali, evitando conflitos acolá…
Quando percebe, já está vivendo uma vida que não escolheu, apenas aprendeu a sustentar, porque é mais fácil e porque é, sim, mais confortável.
Ter a consciência de sair do condicionamento é poder escolher, sem rodeios e sem meias verdades, o que cada um pode viver todos os dias e em todos os instantes.
Essa consciência e ação chamam isso de maturidade.
O condicionamento é o mais seguro, é o mais tranquilo, é o mais usado.
Mas, muitas vezes, é só condicionamento.
Você aprendeu a não incomodar.
A não dizer tudo. A esconder seus desejos e sentimentos.
A aceitar o mínimo como se fosse suficiente.
E pior, deixar que outros escolham o que lhe convém melhor.
E o mais perigoso: aprendeu a chamar isso de normal.
Mas não é.
Existe uma versão sua que ainda sabe, que ainda busca e que ainda quer criar novas possibilidades.
E por que eu sei disso? Porque não nascemos para ser manada, nascemos para gerar e gerir nossa própria história.
Que ainda sente o incômodo, mesmo que você tente ignorar.
E talvez você não esteja perdido.
Talvez esteja apenas vivendo uma história que não é sua.
E tudo o que foi aprendido…
pode ser desaprendido.
E que agora basta ter sentido cada sonho, cada desejo, cada sentimento e, assim, a partir dessa ótica, condicionar novas formas de viver, sentir e ser.
É uma escolha!
Laura Porto
Escritora, Poeta, Neuromentora



