Por Marcus Vinicius Peralva Santos
Prezados leitores,
Retornamos para mais uma terça-feira com a nossa coluna de Artes e Literatura, mas como não poderia deixar de ser, voltamos hoje para atualizar vocês sobre o COVID-19, mais popularmente conhecido como coronavírus.
Em nossa coluna, durante as duas últimas semanas desmistificamos algumas mentiras que estavam sendo compartilhadas pelas redes sociais, a exemplo do Telegram e do Whatsapp, na forma de Fake news e relatamos a correria que estava ocorrendo em supermercados e farmácias a fim de se comprar o álcool gel 70%, o que fez com que o mesmo desaparecesse das prateleiras pelo Brasil a dentro.
Por fim, atualizamos os casos confirmados do COVID 19 pelo país. Em nossa primeira coluna dedicada ao tema, publicada em 03 de março haviam apenas 2 casos confirmados. Na semana seguinte, na coluna do dia 10 de março já eram 25 e hoje, em pleno dia 17 de março já temos 234 casos confirmados. Um numero que sobe de forma cada vez mais exponencial, mas por desleixo da nossa população, a qual não está seguindo a risca as recomendações solicitadas pelo ministério da saúde e já ditas aqui, em nossa própria coluna nas duas últimas semanas, mas… vamos nesta terceira semana focar em outro aspecto…
Para hoje vamos abordar os efeitos colaterais que aquelas informações desencontradas e as fake News tem causado em muitas pessoas pelo país, que são os quadros de ansiedade e depressão.
De acordo com o site do Ministério da Saúde do Brasil (2020), a depressão se classifica como um problema médico de natureza grave, podendo sua causa ser de três naturezas: (1) genética, (2) bioquímica cerebral, ou (3) eventos vitais, na qual se enquadra o panorama atual do coronavírus. Os eventos vitais se caracterizam por serem eventos estressantes que podem desencadear episódios depressivos naqueles que tem uma predisposição genética a desenvolver a doença.
Situações como a que vivemos na atualidade, com tantos desencontros de informações, noticias cada vez mais aterrorizantes sobre o método de propagação e proteção contra o COVID-19 e a própria quarentena solicitada aos que manifestam a doença, podem propiciar o surgimento do quadro de depressão. Dentre os seus principais sintomas tem-se: (1) o humor depressivo – que consiste na sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimentos de culpa; (2) retardo motor – que corresponde a falta de energia, cansaço excessivo, falta de concentração e memória do indivíduo; (3) insônia ou sonolência; (4) alteração do apetite – podendo ocorrer seu aumento ou diminuição, com o aumento do interesse por carboidratos; (5) redução do interesse sexual; e (6) dores e sintomas físicos difusos – surgimento de mal estar, cansaço, sudorese, dentre outros.
Por outro lado, segundo o documento “Teleconduta – Ansiedade” (2017), publicado pela UFRGS caracteriza a ansiedade como sendo uma reação emocional não patológica associada a situações do cotidiano, consistindo numa combinação de sintomas físicos, pensamentos negativos e alterações comportamentais. Corresponde a um mecanismo evolutivo, que em determinadas ocasiões causa sofrimento e prejuízo ao desempenho profissional e social.
Ainda segundo o documento da UFRGS, a ansiedade se torna patológica quando causa no individuo uma sensação desconfortável e inconveniente, surgindo na ausência de um estímulo externo claro. Seus principais sintomas incluem: (1) fobia social, (2) transtorno de pânico, (3) transtorno obsessivo-compulsivo.
Sabe-se que situações como a que vivemos atualmente com o coronavírus causa medo e pânico em nossa sociedade, daí a importância de não compartilharmos informações que não sabemos se realmente procede. Como nas semanas anteriores, convido vocês a sempre acessarem o site do ministério da saúde sobre o coronavírus (https://coronavirus.saude.gov.br/), assim como acessar outros dois sites que ficam como sugestão de leitura caso queiram saber mais sobre depressão e ansiedade:
Para saber mais sobre a depressão confira a página do ministério da Saúde do Brasil sobre o tema: https://saude.gov.br/saude-de-a-z/depressao
Para saber mais sobre a ansiedade confira a página da UFRGS: https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/Telecondutas_Ansiedade_20170331.pdf
Por hoje finalizamos por aqui, mas não percam nossas colunas especiais sobre o coronavírus ao longo desta semana aqui em nosso portal.
Abraços cordiais a todos!
FONTE DA IMAGEM:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-08/casos-de-suicidio-motivam-debate-sobre-saude-mental-nas-universidades



