Por Dôra Paiva
ARROMANTICIDADE e ASSEXUALIDADE, ainda são palavras desconhecidas para a grande maioria das pessoas. Isso se dá, em razão do emprego das duas, estarem diretamente ligadas à um ambiente terapêutico, que ainda continua sendo um grande tabu na sociedade. E é justamente para desmitificar essas duas estruturas, que a coluna Positividade, traz essa matéria como uma grande oportunidade de dar o conhecimento, sobre o assunto. Assim como também identificá-las no nosso ambiente, seja ele familiar, social ou profissional.
O QUE É A ARROMANTICIDADE?
É um acontecimento pessoal, onde alguém é caracterizado como tal, em razão da quase nenhuma ou da ausência da atração romântica, por outra pessoa de qualquer gênero. Ou seja, na Arromanticidade, o indivíduo não sente e nem expressa, nenhum desejo de ter uma relação romântica. As pessoas arromanticas, por apresentarem esse perfil personalistico, são na maioria das vezes, apontadas como frias, sem sentimentos e desprovidas de afeto. Esse traço pode se apresentar em qualquer tipo de orientação sexual, ou seja em: homo – hetero – bi – trans, dentre outras. O portadores dessa característica, são também conhecidos como “aros”.
E A ASSEXUALIDADE O QUE É?
Diferentemente da Arromanticidade, ela é definida como sendo a ausência parcial ou total, de atração sexual por qualquer pessoa, independente do sexo biológico ou gênero. Uma pessoa identificada como Assexual, ela apresenta pouca ou quase nenhuma atração sexual, por outra pessoa. Porém, isso não significa dizer que eles não pratiquem o sexo.
A psicóloga e sexóloga mineira Bruna Coelho, vem ao longo da sua trajetória profissional, aprofundando os estudos sobre essas duas vertentes. Assim com também o psicanalista Fábio Belo. Os dois possuem avançados estudos sobre essas modalidades de estrutura pessoal, que despertam nas pessoas, uma ansiedade de conhecimentos.
Os dois contextos são altamente interessantes e muito questionados. As duas vertentes, vem despertando nas pessoas uma curiosidade, no que tange ao modo de vida deles. Muitos não compreendem os fatores que incidem sobre ambos. Diga-se de passagem, que há uma espécie de preconceito velado, sobre essa sistemática.
ATRAÇÃO ROMÂNTICA X ATRAÇÃO SEXUAL
Vamos buscar em poucas palavras, diferenciar as duas situações, que se apresentam para muitas pessoas. Vejamos: a Atração romântica, é aquela identidade, onde o indivíduo apresenta um profundo desejo, de ter um relacionamento mais comprometido. Eles desejam ter um compromisso romântico, bem à moda dos nossos pais. Ou seja: namorar – noivar e depois casar.
Já a Atração sexual, é a identidade onde a pessoa possui o desejo de ter um contato sexual com alguém. Ambas estruturas, podem ser sentidas por mais de um gênero ou identidade sexual.
QUAIS SÃO OS OUTROS TIPOS DE ATRAÇÕES QUE EXISTEM?
Além das citadas anteriormente, podemos também sentir: 1)Atração estética- quando somos atraídos pela aparência de uma pessoa. Pode ser desconectada com a atração romântica e com a sexual. 2)Atração sensual- é quando sentimos atração pelo contato físico. Ex. dormir de conchinha com alguém. Ela independe do romantismo e da sexualidade. 3)Atração emocional- expressa a vontade de conhecer melhor o outro. Esse estágio, pode vir a desenvolver a atração romântica e também a sexual. 4)Atração intelectual- é quando nos sentimos atraídos pela forma de pensar do outro.
QUAIS SÃO AS MAIORES IMPLICAÇÕES NESTAS SITUAÇÕES?
Em se tratando da Arromanticidade e da Assexualidade, a representatividade é de extrema relevância. Isso porque ela promoverá inúmeras discussões sobre a saúde dos relacionamentos. Essas discussões nas mídias, retratam situações em que às vezes, chegam a beirar a desumanidade. Aqui no Brasil, esse contexto começou a tomar corpo e visibilidade, após a série global Malhação, que em duas temporadas distintas, abordou essa temática, de forma muito tímida e pueril. Isso aconteceu em 2009, com a Malhação ID, através do personagem Alê. E também em 2017, com a Malhação: Viva a diferença, com os personagens Guto e Benê.
Contudo podemos constatar que ainda há um certo preconceito, quando se trata das formas de como devemos amar e nos relacionar. Não pode haver obrigatoriedade de se seguir normas e modismos. O que é preciso, é que exista uma forma consciente e harmonizada, para se expressar os sentimentos, independentemente de orientação sexual. O mais importante é Ser feliz, é Estar feliz, em sua opção de vida. Pense nisso carinhosamente. Namastê.
Referências: www.identidades.fandom.com
www.orientando.org
Imagem. www.tiktok.com



