Por Dôra Paiva
Quando iniciamos um relacionamento amoroso, depositamos toda a nossa expectativa em relação a ele. Isso se deve, ao fato de que todo o início, é maravilhoso e alvissareiro. Toda relação quando se inicia, vai despertar nos envolvidos, um sentimento de felicidade, de alegria e de plenitude.
Nem todos os relacionamentos amorosos, trazem consigo a proposta da eternidade e da felicidade plena. O ser humano cria naturalmente para si, as estruturas que ele considera fundamental. Estar em uma relação a dois, não é uma obrigatoriedade e sim um acontecimento espontâneo e natural, que poderá frutificar dependendo da postura dos seus pares.
É natural que em todo início de uma relação, hajam muitas dúvidas e até uns certos medos. Sabemos que todo iniciar, é um momento muito delicado e sutil. São situações novas, emoções desconhecidas para ambos, na maioria das vezes. Mesmo estando nesta vibe, há também a presença do medo de não corresponder e não ser correspondido. De não saber como satisfazer a necessidade do outro(a).
Quando uma relação começa a transitar em um terreno movediço, onde as verdades estão ocultas e obnubiladas, é aí que começam as angústias, o desdém e até a falta de afetividade. Uma vida a dois, é um verdadeiro desafio para os pares. Isso por que, passada a fase de encantamento, é chegada a hora de se conhecer a verdade. Ou seja, é chegado o momento, em que o outro(a), começa a mostrar a sua verdadeira face.
QUAIS SÃO OS MAIORES ERROS DE UMA RELAÇÃO? Sabemos de antemão, que são vários, porém, hoje listaremos aqueles que são os mais tradicionais.
- As Mentiras – por mais simples e pueris que elas possam ser, poderão render no futuro, uma situação que irá, sem sombra de dúvida, atrapalhar a convivência a dois. Mesmo com todo o receio da reação da outra parte, seja verdadeiro, assuma o seu papel honestamente.
- Esconder o passado – omitir, esconder, não contar as vivências do passado, vai custar muito caro, para uma relação que se propõe a ser transparente. Será bem mais proveitoso, sentar e conversar, sobre fatos que aconteceram no passado e que já estão mortos e sepultados.
3.Tentativas de mudar o outro – não creia, que algumas situações irão mudar, por conta do seu relacionamento. Isso poderá até acontecer, mas não é uma regra. Procure dialogar e busque aprender a lidar com o “defeito” do outro. Essa tentativa em querer mudar o outro, pode adquirir uma outra nuance, uma outra conotação.
- Não seja “chiclete” – o grude pode ser bom, em alguns momentos. Porém, quando ele se torna viciante e invasor, a tendência é esfriar a relação. Cada pessoa tem a sua estrutura de particularidade. O parceiro(a) “chiclete”, sufoca, estrangula e deixa o outro sem ação. Lembre-se: o outro(a) é uma individualidade.
- Ciúme exagerado – o ciúme é até gostoso, quando é saudável. Ao tornar-se possessivo e sufocante, a tendência é que o relacionamento, venha perder o seu brilho e vitalidade. O indivíduo exageradamente ciumento, cria imagens fantasiosas e às vezes até inexistentes.
- O excesso das brigas – no começo do namoro, o encantamento reinante, não permite enxergar os erros e às dificuldades de cada um dos envolvidos. Nada como uma boa e sensata conversa para serenar a situação. As brigas não solucionam os problemas, um diálogo sereno e muito centrado nas propostas, são grandes indicadores de reconciliação e de harmonia.
- As DRs– discutir uma relação é primordial, desde que a mesma atenda ao propósito de ajustes. Elas não devem ser adiadas e sim conversados criteriosamente. Todo casal, necessita ter momentos onde cada um se posiciona sobre a vida a dois.
Mas, se a relação acabou, é preciso que imediatamente se inicie, o processo da recuperação, da reconstrução e da juntada dos nossos “caquinhos“. É lógico que não será um processo rápido, veloz, afinal não há magia neste terreno. O primeiro passo, será investir na superação dos fatos, incentivando o trabalho da autoestima. Não cultive sentimentos de culpa e de fracasso. Eles são o combustível para a implantação da tristeza, do desânimo e da decepção, na sua vida.
Aprenda a identificar os seus erros, assuma a postura de dar maior valorização e respeito para consigo mesmo. Busque superar essa separação, revendo as posturas e os seus comportamentos. Aproveite a oportunidade, para viver novas possibilidades, transformando a dor e os conflitos, em ações motivacionais. Comece a compreender que tudo na vida, é um aprendizado. Vire o jogo, renove-se e dê a volta por cima. Seja igual a Fênix, ressurja das cinzas repaginada, remodelada, resplandecente.
Mude o visual, busque um acompanhamento terapêutico ou psicológico. Ocupe-se com alguma atividade, seja ela física ou intelectual. Enfim, viva a sua vida. Junte os seus “caquinhos” e se atente para o detalhe: os pedaços colados, jamais ficaram iguais ao vaso original. Porém de uma coisa, tenha plena certeza, ficará valendo o aprendizado. Vai valer a pena todo o esforço, em nome de uma nova empreitada de vida. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências:
Texto: www.telavita.com.br www.guiadasemana.com.br
Imagem:www.pinterest.com.br



