Por Dr. Guilherme Britto
O que é Demência?
Demência é um termo que abrange uma série de condições que afetam a memória, o pensamento e a capacidade de realizar atividades diárias. Não se trata de uma doença específica, mas de um conjunto de sintomas que resultam de diferentes doenças que afetam o cérebro. Entre os tipos mais comuns de demência, podemos destacar:
1. Doença de Alzheimer: A forma mais comum de demência, responsável por 60% a 80% dos casos. É uma doença neurodegenerativa que causa perda progressiva de memória e outras funções cognitivas.
2. Demência Vascular: A segunda forma mais comum de demência, geralmente causada por problemas de circulação sanguínea no cérebro, como ocorre após um acidente vascular cerebral (AVC).
3. Demência com Corpos de Lewy: Caracterizada pela presença de depósitos de proteína no cérebro que afetam o pensamento, a memória e o movimento.
4. Demência Frontotemporal: Uma forma menos comum de demência que afeta principalmente a personalidade, o comportamento e a linguagem, devido à degeneração dos lobos frontais e temporais do cérebro.
Com o envelhecimento da população, o número de casos de demência está aumentando, o que torna a prevenção
ainda mais importante. Felizmente, o exercício físico tem se mostrado uma ferramenta eficaz na prevenção dessa condição.
Como o Exercício Físico Pode Combater e Prevenir a Demência
O exercício físico é reconhecido como uma prática essencial para a saúde geral, mas seus benefícios vão muito além do que se pode imaginar, especialmente quando se trata de saúde cerebral e prevenção da demência.
1. Melhoria na Circulação Sanguínea Cerebral:
O exercício físico regular ajuda a melhorar a circulação sanguínea, garantindo que o cérebro receba uma quantidade adequada de oxigênio e nutrientes. Isso é crucial para a prevenção
da demência vascular, onde o fluxo sanguíneo insuficiente pode levar a danos cerebrais.
2. Neurogênese e Sinaptogênese:
A prática de exercícios aeróbicos, como caminhadas e corridas, estimula a produção de fatores neurotróficos, como o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro). Esses fatores promovem o crescimento de novos neurônios e a formação de novas conexões sinápticas, processos que são fundamentais para manter a plasticidade cerebral e as funções cognitivas ao longo da vida.
3. Redução do Estresse Oxidativo e Inflamação:
O estresse oxidativo e a inflamação crônica são dois dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de demência, especialmente na doença de
Alzheimer. O exercício físico ajuda a combater esses processos, atuando como um antioxidante natural e reduzindo a inflamação no corpo e no cérebro.
4. Melhora do Humor e Bem-Estar Psicológico:
A demência não afeta apenas a cognição, mas também o estado emocional. A atividade física regular está associada à liberação de endorfinas e outros neurotransmissores que melhoram o humor, reduzem o estresse e combatem a depressão, todos fatores que podem ajudar a prevenir o desenvolvimento da demência.
5. Prevenção do Envelhecimento Cerebral:
O exercício físico é uma das poucas intervenções comprovadas que podem
retardar o envelhecimento cerebral. Ao manter o corpo ativo, você também está ajudando a preservar a massa cinzenta do cérebro e a fortalecer as conexões neurais, o que é essencial para a manutenção da memória e outras funções cognitivas na velhice.
Incorporar o exercício físico à rotina diária é uma das melhores estratégias para prevenir a demência e manter o cérebro saudável. Seja por meio de exercícios aeróbicos, como caminhadas e corridas, ou mesmo atividades de resistência, como a musculação, o importante é se manter ativo. Isso não apenas protege contra o declínio cognitivo, mas também promove um envelhecimento saudável e uma melhor qualidade de vida.
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Referências:
1. Northey, J. M., Cherbuin, N., Pumpa, K. L., Smee, D. J., & Rattray, B. (2018). “Exercise interventions for cognitive function in adults older than 50: a systematic review with meta-analysis.” *British Journal of Sports Medicine*, 52(3), 154-160.
2. Erickson, K. I., Gildengers, A. G., & Butters, M. A. (2013). “Physical activity and brain plasticity in late adulthood.” *Dialogues in Clinical Neuroscience*, 15(1), 99-108.



