Por Dora Paiva
Logo de início, iremos citar o conceito tradicional e mais divulgado sobre a DOR. Por ele, ela é uma vivência emocional, de caráter sensorial, que vai sinalizar, a existência de uma lesão ou de uma desorganização no corpo físico e ou mental. Ela é uma estrutura Universal, que pode ser sentida em diversos níveis. Esses níveis podem ser assim listados: Leve ou Agudo; Constante ou Intermitente; Individual ou Subjetiva; Estável ou Latejante. Ou seja, a DOR é uma experiência individual, pessoal e intransferível, vivenciada por humanos e também pelos animais. Nessa matéria, o nosso foco será a DOR, vivida e vivenciada pelos homens.
A DOR, apresenta uma Escala Funcional, que pode ser: Tolerável ou Intolerável, em sua apresentação. Assim sendo, vamos procurar entender e aprofundar, a pergunta feita e que dá título a essa matéria. Será que a DOR realmente iguala todos os humanos? Como já afirmamos acima, a DOR é Universal, ou seja ela poderá se fazer presente em qualquer ser vivo, seja ele do reino hominal ou animal. E por que será que ela nos iguala, durante a sua ação? Ninguém está imune a ela. Porém, nem todas as Dores são visíveis e palpáveis. Ela é real e intransferível.
A DOR é incomparável, só saberá dimensionar, quem a está vivenciando. A DOR é como uma voz. É como um grito, que vai sinalizar que algo de anormal está acontecendo em nós, seja a nível físico ou mental. Mas essa DOR, não escolhe parceiros, ela não possui preferencialíssimos. Ela não escolhe ninguém para ser o seu Alvo Referencial. Porque será isso? Ela não escolhe alguém para atingir, em razão do seu potencial econômico ou financeiro. Ela não quer saber qual é o nosso credo religioso. Nosso partido político, nem tampouco o nosso time de futebol ou identidade sexual. Ou seja, em poucas palavras: DOR é DOR, aqui e em qualquer lugar, sem distinção alguma.
Haroldo Dutra Dias, um renomado juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, é um escritor conceituado, um conferencista respeitado, adepto e praticante da Doutrina Kardequiana. Em 2023, ele realizou uma palestra sobre essa temática, estando a mesma ainda hoje, gravada em um determinado canal digital, em disponibilidade para todos. Nela ele afirma categoricamente, que a DOR só é sentida, por quem a está vivenciando. Ou seja ninguém sente a DOR do outro. E isso é verdade!
A DOR, nos solidariza e vai levar o outro a se irmanar. Muitos só descobrem determinadas ações e fatos, após o episódio da DOR. É ela que vai nos tirar do ponto central, da nossa própria forma de viver a vida. Quantas vezes acreditamos que a nossa DOR, que o nosso sofrimento, é maior que o do outro. Ao realizarmos essa análise, veremos que ainda existem pessoas, com Dores que são maiores e mais profundas que as nossas. A DOR, nos faz perceber que nós somos SEMELHANTES. Com ela, nós criamos um laço de intimidade, de nós, para nós mesmos.
A DOR, pode ser sentida mais intensamente por uns, do que outros. As vezes precisamos da DOR, para darmos o devido valor, a determinadas coisas ou pessoas. Nela somos iguais. “Acredito que a DOR ensina mais que a alegria e só quem sofre sabe o que aprende”-.Debora Falcão. Quando nós entendermos que a DOR, de alguém é Única, abrimos um espaço em nós, para a implantação da Empatia. Muito embora ela seja Universal, porém a maneira de sentí-lá é estritamente pessoal. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências:
Texto:www.opensador.com
www.scielo.br
Imagem: www.pinterest.com.br



