Por Dora Paiva
Em conversa com uma cliente, que chamaremos de Yasmin, um nome fictício, fui solicitada a abordar uma temática, que carrega em si, uma série de conflitos e desajustes, tanto na esfera jurídica, como na social.
Mãe de um lindo menino, que hoje possui 6 anos, Yasmin com término do seu casamento, e o inevitável divórcio, passou e vem passando por inúmeras situações de descontrole e desgaste emocional, sendo esse o gatilho que acionou o nosso encontro. E foi assim, que passamos a vivenciar uma longa etapa de atendimento terapêutico. São aproximadamente 8 meses, de acolhimento e de aplicação de técnicas para o obtenção de seu Reequilíbrio e Ajustes Energéticos.
Na reconstrução da sua vida cotidiana, Yasmin voltou a frequentar os lugares que sempre proporcionaram as alegrias e descontração, junto aos colegas, amigos e familiares. Numa tarde ensolarada, ela conhece Fred (também nome fictício), que segundo ela, foi um “encontro mágico”. Após esse encontro, outros aconteceram e os dois foram ficando, cada vez mais entrosados e enamorados. Após 4 meses de relacionamento, eles decidem viver sob o mesmo teto. Selando com muito amor, o “encontro mágico”.
O ex, ao tomar conhecimento da nova vida de Yasmin, passou a desenvolver determinadas atitudes e comportamentos, em relação ao filho de ambos. Decidida, ela buscou entender o que estava se passando. Pois o seu novo parceiro, era uma excelente companhia para o seu filho. Os dois se davam muito bem, eram grandes amigos. Foi então, que mostrei para ela, a estrutura do Vínculo Parental e como ele se constrói.
Diferente da Alienação Parental, esse Vínculo, não engloba apenas os laços biológicos, mas também os emocionais e os legais entre país e filhos. Juridicamente, ele é uma relação afetiva e responsável, que se forma entre país e filhos. É uma ligação emocional, que vai impactar a vida de ambos os lados. Ele é fundamental para o crescimento salutar de uma criança.
No caso em pauta, esse Vínculo se partiu com a perda da afetividade, do pai, tudo por conta do bom relacionamento e identificação energética, entre padrasto e enteado. Consequentemente, o pai biológico deixou de zelar e praticar o Princípio do Melhor Interesse do Menor. Que deve ser preservado e observado em nome do bem estar e da estrutura fisiobiopsiquica da criança.
Como esse Vínculo se constrói? Ele pode ocorrer até antes do nascimento, no período gestacional. A sua construção se dá : pelos cuidados; pela atenção; pelo carinho e pelo respeito. Sendo ele, condição primordial para o desenvolvimento emocional e cognitivo de uma criança.
O Vínculo se fortalece na interação das brincadeiras, nas conversas, na comunicação afetiva, nos contatos físicos, como os abraços e os beijos. Essas condutas são investimentos no futuro dos filhos. Um bom padrasto, mesmo não sendo o pai biológico, pode desenvolver um forte laço sócio – afetivo. Estrutura essa que o ex da Yasmin, não preservou para o seu filho. Ele precisa entender que: pai é quem educa, quem cria e orienta e não apenas aquele que contribuiu para o processo da fecundação. Fortalecer o Vínculo Parental, é dar ao filho a oportunidade de desenvolver a Autoestima, evitando dessa forma a criação dos traumas e das Crenças Limitantes. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências
Texto:www.tjdft.jus.br
Imagem:www.pinterest.com.br
Censura: 16 anos
Se você se identificou com o caso concreto relatado, entre em contato conosco, através das minhas redes: @dorapaiva51 /[email protected] / 71 99130-0030.



