Por Dora Paiva
Terapeuta Holística
Nas últimas semanas, o Brasil vem discutindo de forma sensata e coerente, sobre o polêmico processo da “ADULTIZAÇÃO INFANTIL”. Toda essa ebulição, veio em decorrência dos questionamentos levantados pelo Influencer Digital, Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como FELCA. Ele é um youtuber nascido no Rio de Janeiro, que durante mais de um ano de pesquisas e investigações, levantou dados importantes sobre o processo da ADULTIZAÇÃO.
E afinal, qual é o conceito que irá definir esse novo contexto que vem viralizando na Internet? A ADULTIZAÇÃO INFANTIL, é um processo onde se expõe crianças a vivenciarem situações e comportamentos, que não condizem com a sua idade cronológica. Essa estrutura aparentemente, parece ser inofensiva e transitória. Aí é que está o X da questão, pois essa condição, irá promover uma desorganização, nos envolvidos no caso concreto. Sérios riscos que vao se apresentar, podem afetar o desenvolvimento natural das atividades emocional, cognitiva e até social.
A Infância, é uma fase vivenciada por todos nós e ela carece de toda atenção e seriedade. Isso se deve ao fato, dela ser um período onde as descobertas, as vivências e as ações que são ocorridas nesse lapso temporal, repercutirá por toda uma existência. Toda criança merece e precisa trilhar a sua caminhada de vida, sem atropelos ou ultrapassagem de etapas, nem, subidas de degraus desnecessários.
A ADULTIZAÇÃO, é um processo que ocorre na Infância, mas também pode acontecer na Adolescência. E todo esse “combo”, vai comprometer em larga escala, o desenvolvimento normal e natural desses indivíduos. Essa condição vai proporcionar uma série de situações preocupantes, como por exemplo: a Sexualização Precoce, a Ansiedade e os Distúrbios Comportamentais entre eles.
Atualmente por força desse impacto digital, foram geradas algumas conotações de grande relevância, é o que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT, vem reforçando a necessidade de cuidados e acompanhamento ao público infanto juvenil, observando criteriosamente, por parte dos pais, o uso das Redes Sociais.
Pelo impacto social gerado, está seguindo para o Plenário da Câmara Federal, um requerimento de urgência, para a votação do Projeto de Lei, contra a ADULTIZAÇÃO INFANTIL. Nele está estipulado que todas as plataformas digitais, tenham que aderir as regras, que as obrigam a protegerem os menores de idade, gerando dessa forma, responsabilidade para com as empresas que as omitirem.
A psicanalista e educadora sexual Marcella Jardim, listou alguns itens que evidenciam a ADULTIZAÇÃO. São eles: 1) O uso de roupas e maquiagem sexualizadas. 2) Falas e gestos com teor erótico. 3) Querer parecer mais velhos, para serem aceitos socialmente, dentre outros.
A Fundação ABRINQ, sinaliza que todo esse processo vai gerar impactos profundos e duradouros. Esses vão acarretar graves problemas psicológicos e emocionais. Além de comprometerem a construção saudável da Autoestima e da Autopercepção. E nós como Terapeutas perguntamos: Para que pular etapas e transformar crianças em pequenos adultos? Pular etapas nunca foi e nunca será uma necessidade. É importante para os pais introjetarem, que a vida é feita de fases e que não devemos alterar ou antecipar a sua ordem cronológica e natural da vida. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências Texto:
www.tjdft.jus.br
www.cnnbrasil.com.br
Imagem:www.conteudoaberto.com.br
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