Por Karen Goldberg
Vivemos em um mundo de excesso.
Informação, ruídos, telas e vozes que disputam nossa atenção a cada segundo. Mas quando fechamos a porta da nossa casa, o que buscamos não é mais estímulo, e sim silêncio. Um silêncio que não significa ausência, mas presença. Ou até quem sabe, contemplação.
“A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz.” – Le Corbusier
Na arquitetura, o silêncio pode se manifestar em muitas formas: uma parede nua que não precisa de adornos, a luz natural filtrada suavemente pelo fino tecido da cortina, o vazio que dá sentido ao cheio. É a sabedoria do espaço japonês, onde o intervalo tem tanto valor quanto o objeto.
Projetar silêncio é escolher reduzir o que distrai para destacar o que importa. É dar espaço para que a mente respire, para que os sentidos se reorientem. Em tempos em que tudo parece gritar, talvez o verdadeiro luxo seja ter uma casa que nos acolhe em quietude.
A arquitetura do silêncio não se mede em metros quadrados, mas em profundidade. O que sobra quando tiramos o excesso?
Talvez seja aí que encontramos a essência.
Curte esse papo? Lá no meu Instagram eu compartilho mais sobre isso, com bastidores de projetos reais e reflexões práticas sobre design e arquitetura.
Te espero por lá.
Até a próxima,
Arq. Karen Goldberg
@kaparquitetura
Referência da foto: Church of Light (Igreja da Luz) em Osaka pelo Arquiteto Tadao Ando, construída entre 1987 – 1989.
Karen Goldberg é arquiteta formada pela PUC-RJ e à frente da Kapa Arquitetura — escritório que ajuda pessoas a viverem em espaços que realmente façam sentido com quem são: com estética, identidade e propósito.



