Por Dora Paiva
@dorapaiva51
Leitura adequada para maiores de 16 anos
Será que vocês concordam com a frase que dá título à nossa pauta de hoje? Essa, é uma expressão criada por Charles Augustin Coulomb, um renomado físico francês, que em 1783, criou uma lei, que leva o seu nome: Lei Coulomb.
De antemão, observamos que a referida expressão, apresenta com um traço um tanto curioso e ao mesmo tempo intrigante. Isso se dá em razão de que a Física, assim como também a Química, fazem essa afirmação ser muito real e verdadeira.
A base fundamental, das explicações trazidas pelas Ciências aqui citadas, tem o seguinte contexto: para elas as Forças Eletromagnéticas, que são evidenciadas na Física, mostram que os polos e as cargas elétricas opostas, vão exercer uma grande força atrativa, entre um e o outro. Para a Química, na área das Interações Moleculares, essa atração entre o Positivo e o Negativo, formam grandes ligações químicas. Já no âmbito emocional, no sentimental e no dos relacionamentos, será que essa atração realmente existe? Vamos juntos desvendar essa questão?
A Psicologia entende que em qualquer tipo de relacionamento, as afinidades são elementos que solidificam uma convivência. Porém, quando o nosso senso de curiosidade é ativado, em algumas situações somos atraídos por aqueles que diferem de nós. É aquele sentido da descoberta que possuímos em nós e que nos incentiva a conhecer e entender a outra parte. É muito apropriado informar, que ter apenas as afinidades nos interesses, não sustentam uma relação. É preciso que ambos tenham objetivos semelhantes, para favorecer a construção de um futuro promissor.
Será que os Opostos realmente se entendem? Em uma relação a dois, é preciso ter muito presente: a Autoconfiança e o Amor próprio, para que haja um equilíbrio na mesma. Se um dos componentes não tem a voz ativa e que as suas preferências não sejam respeitadas, é o sinal premonitório que esse relacionamento, está carecendo de uma reavaliação.
É público e notório, que não temos o direito de querer obrigar a mudança o outro. Porém a qualidade do companheirismo, a empatia e a cumplicidade, são elementos que podem transitar harmoniosamente entre parceiros e proporcionar uma convivência tranquila.
A psicóloga clínica estadunidense Ramani Durvasula, que é autora de diversos livros best seller nessa categoria. Sendo especialista em Relacionamentos Tóxicos, ela afirma: “As pessoas que compartilham interesses, temperamentos e tudo mais, tendem a serem mais propensas a se relacionarem”. É isso é real, tendo em vista que geralmente as pessoas, se sentem atraídas, por quem apresenta características e tendências semelhantes a si. E esse é um fato comprovado por algumas pesquisas nesse gênero.
Todas essas situações aqui colocadas, nos fazem refletir, que muito embora tenhamos curiosidade, em conhecer o nosso oposto. Isso decorre porque essas diferenças despertem em nós essa curiosidade. Porém é importante lembrar que: as afinidades vão promover relacionamentos mais harmônicos e duradouros. As diferenças tendem ao longo dos tempos, gerarem conflitos e desilusões. A convivência com as contradições desgastam e deterioram um compromisso assumido a dois. A relação entre os Opostos podem ocorrer, porém com os Semelhantes, a relação é muito mais forte. Pois a estabilidade e o prazer da felicidade de estar com o outro, vai promover a paz e a serenidade tão ansiada pelos casais. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências Texto:
www.psicologosberrini.com.br
www.bbc.com
Imagem: www.pinterest.com.br
Dora Paiva é graduada em Geologia, pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e em Direito, pelo Centro Universitário Estácio de Sá – Campus Fratelli Vita – Salvador – BA. Pós graduada em Terapias Holísticas, pela FAMART – Minas Gerais.



