Por Dora Paiva
@dorapaiva51
Texto adequado para maiores de 14 anos
Será que ter COMPAIXÃO por alguém, significa que sentimos pena dela? Essa é uma dúvida que invade a cabeça de muita gente. Então, vamos desmistificar essa idéia? Que tal desconstruir esse pensamento?
Primeiramente vamos esclarecer o seu conceito etimológico. A palavra COMPAIXÃO, é originária do latim Compassio, cujo significado é: “Sofrer com”. “Sofrer junto”. Ela é um sentimento que vai impulsionar uma ação, voltada ao alívio do sofrimento de alguém. Difere do que é Pena, sentimento mais passivo, onde há uma sensação de tristeza, de angústia ou de aflição, ao observar o sofrimento de alguém.
Quais são as principais características da COMPAIXÃO? Vamos a elas:
1.O DESEJO DE AJUDAR– aqui é despertado um sentimento que deseja aliviar o sofrimento de alguém, através de uma espécie de amparo, consolo ou rede de apoio.
2.TER AÇÕES E ATITUDES – nesses casos, são desenvolvidas ações concretas e atitudes imediatas, para auxiliar na superação do sofrimento e da dor de alguém.
3)UM ELEMENTO MOTIVADOR – ele vai impulsionar e estimular pessoas a colaborarem, para ações em busca do bem estar de uma pessoa.
4) TER SENTIMENTOS COMPARTILHADOS- é perceber e sentir o processo doloroso de alguém, de forma plena e real, propondo encontrar as soluções.
5) FAZER UMA CONECTIVIDADE – é estabelecer um local, onde seja idealizada a criação de um núcleo com sentido de comunidade, para que todos juntos, possam ir em busca do auxílio e dos cuidados para alguém, que esteja em sofrimento.
A COMPAIXÃO, não deve ser confundida com a EMPATIA, muito embora a grande maioria das pessoas, façam essa conjectura. E onde reside essa diferenciação? Vejamos: a) Na EMPATIA, há uma conexão com o sofrimento do outro. Nesse contexto, passamos a nos ver e nos imaginar, vivendo a mesma situação. Ou seja, nos posicionamos perante a situação, como se fosse conosco; b) Com a COMPAIXÃO, também nos conectamos com o sofrimento do outro, porém com uma grande diferença: nela sentimos a dor, mas buscaremos as possíveis formas, para auxiliar na diminuição do sofrimento do outro.
Uma pessoa Compassiva, ao testemunhar o sofrimento de alguém, busca voluntariamente as condições para aliviar o processo. E esse é o seu diferencial, pois ele vai mobilizar de forma prestativa, a busca das soluções. Ele não fica na Empatia, sentindo o problema como se fosse seu. Ele vai em busca de soluções rápidas e precisas.
Vamos desenvolver cada vez mais o nosso lado Compassivo, de uma forma coerente e prestativa. Que não fiquemos apenas a observar a dor do outro, como se fosse nossa. Que possamos trazer as condições e estruturas, para a amenização das dificuldades e sofrimento de alguém. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências Texto
www.paulekman.com
www.acbs.com.br
Imagem: www.idemais.com.br
Dora Paiva é graduada em Geologia, pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e em Direito, pelo Centro Universitário Estácio de Sá – Campus Fratelli Vita – Salvador – BA. Pós graduada em Terapias Holísticas, pela FAMART – Minas Gerais.



