Por Dora Paiva
@dorapaiva51
Quando pronunciamos a palavra EPIDEMIA, logo vem a nossa mente, a sensação de Doenças, de dor e de sofrimento. Etimologicamente, ela significa que houve um aumento exagerado, no quadro dos sintomas e uma propagação da rápida, de casos, que envolvem a saúde, todos ao mesmo tempo. Ou seja, é um problema que surgiu e foi se espalhando e se alastrando de forma exagerada, agressiva e sem limites.
Porém hoje iremos transitar em um outro universo de situações, pois estaremos falando sobre uma outra qualidade de EPIDEMIA, que sorrateiramente, vem se apresentando com muita frequência e intensidade, nas sociedades atuais. Trata-se da “EPIDEMIA DA TRISTEZA”, um evento que vem sendo cada vez mais discutido e analisado por profissionais, que atuam nas diversas áreas da Saúde. E essa “invasão” vem ao longo dos tempos, ocasionando grandes estragos, na vida das pessoas, causando danos preocupantes.
Como surge essa “EPIDEMIA DA TRISTEZA”? Quais são os fatores que podem contribuir para essa instalação? Segundo a OMS- Organização Mundial da Saúde, nos últimos anos, houve um aumento progressivo desses casos, girando em torno de 25%, ao ano. Esse índice indica que os problemas do cotidiano, vão gerar Ansiedade, Angústia e Depressão, e esses são os grandes “vilões” desse contexto. Sabemos de antemão, que a Tristeza, não é uma doença contagiosa de cunho físico-material e sim psicoemocional. Aos poucos, ela vai disseminando de forma avassaladora, situações graves e preocupantes, que estão atingindo com grande intensidade, a Saúde Mental das pessoas.
A crescente onda de violência nas áreas urbanas; a grande desigualdade socioeconômica; o alto índice de desemprego; as ações violentas e criminosas das facções; a disseminação do pânico e do terrorismo e até as mudanças e transformações climáticas, são elementos que vao consolidar a construção e a proliferação dessa “EPIDEMIA”. Recentemente a Fundação Fiocruz em pesquisa realizada, apontou que a Tristeza e a Depressão vem afetando 40% da população adulta no Brasil. E esse dado é um ALERTA, para todos nós.
Quais fatores podem ser considerados, como elementos de combate, para essa “EPIDEMIA”? 1)O devido acolhimento dessa Tristeza, permitindo-se ter um contato com ela, sem cobranças e ou receios. 2) Sempre ir em busca da companhia de pessoas agradáveis, com um alto astral. A solidão, só irá agravar o quadro. 3) Comece a valorizar-se e busque afastar os pensamentos negativos da mente. 4) Procure uma ajuda profissional capacitada, pois a persistência desse quadro em pauta, poderá ocasionar danos maiores. 5) Movimente-se. Mexa-se. Pratique atividades físicas, dentro do seu padrão de condicionamento. 6) Ative o gatilho do Autocuidado, afastando-se dos processos que focam na tristeza e no desencantamento pela vida.
A “EPIDEMIA DE TRISTEZA”, pode afetar qualquer um de nós, para que haja um bloqueio da sua ação, deveremos seguir a risca, os fatores listados acima. A Tristeza não tem cor, não tem religião, não tem sexo, nem situação econômica, pois ela traz Dor e Sofrimento. É preciso criar uma corrente de solidariedade e apoio, voltada para o acolhimento e suporte, daqueles que foram atingidos por esses dardos venenosos, que tanto mal tem causado para a Humanidade. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências Texto:
www.terra.com.br
www.psicoter.com.br
Imagem:www.amenteemaravilhosa.com.br
Dora Paiva é graduada em Geologia, pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e em Direito, pelo Centro Universitário Estácio de Sá – Campus Fratelli Vita – Salvador – BA. Pós graduada em Terapias Holísticas, pela FAMART – Minas Gerais.
Contato: (71) 99130-0030



