* Por Poetisa Thaisy Moraes @thaisymoraespoetisa
Quando, de mansinho,
A morte vier, a mim, ceifar
Que ela se certifique de que
Todas as sementes para o plantio
Eu me dispus a semear.
Levará, de mim, a vida,
Mas também: vivências, temores, amores;
Frustações, contentamentos.
Uma infinidade de coisas, e pessoas,
E futilidades e, quem sabe,
Justamente, chegará na melhor idade.
Tenha sempre em mente
Que, no viver, minha querida,
Embora inconstante e, quem sabe, desvairado,
Tu tens o teu tempo muito bem cronometrado
E o morrer, eu asseguro:
Está, sim, direcionado.
Já que a vida e a morte
São pessoas de negócio,
Se tu queres viver bem
E, morrer, melhor ainda,
Não discuta com a morte
E, na vida, busque o ócio.
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há 13 anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.”
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



