Por Wellington Aquino
O Comitê de Política Monetária (Copom) acaba de confirmar o que muitos estrategistas de Family Office já antecipavam: a manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano marca, muito provavelmente, o encerramento do ciclo de alta. Estamos diante de um ponto de inflexão clássico na economia brasileira. Se por um lado o “juro real” brasileiro continua sendo um dos maiores do mundo, por outro, o mercado já começa a precificar um ciclo de queda que pode levar a taxa básica para a casa dos 12% ou menos até o final de 2026.
Para o investidor de alta renda, este não é apenas um momento de observar, mas de agir. A janela para “travar” rendimentos de dois dígitos em títulos de longo prazo está começando a se fechar, enquanto o risco político de um ano de eleição presidencial adiciona uma camada extra de complexidade à proteção do legado familiar.
O Ciclo de Queda: Antecipando o Movimento
As projeções do Boletim Focus e de grandes bancos de investimento já apontam para uma Selic terminal em 2026 significativamente menor do que a atual. Alguns analistas mais otimistas já vislumbram quedas acumuladas de até 1,5 a 2 pontos percentuais nos próximos 12 meses.
Neste cenário, a estratégia de “deixar o dinheiro no CDI pós-fixado” começa a perder eficiência relativa. O investidor sofisticado agora busca o ganho de capital através da marcação a mercado em títulos prefixados e IPCA+ de longo prazo. Ao garantir uma taxa de 14% ou IPCA + 6,5% hoje, o investidor protege seu rendimento futuro contra a queda dos juros, capturando uma valorização expressiva do papel quando as taxas de mercado efetivamente caírem.
O Fogo Cruzado: Volatilidade e Eleições Presidenciais
Não podemos ignorar que 2026 é um ano de eleição presidencial. Historicamente, o mercado brasileiro entra em um regime de alta volatilidade conforme as pesquisas eleitorais avançam. O grande medo do capital não é este ou aquele candidato, mas a incerteza fiscal. Promessas de gastos públicos e ruídos sobre a autonomia do Banco Central costumam gerar “estresse” no câmbio e na curva de juros.
“Em anos eleitorais, o patrimônio não deve ser apenas rentável; ele deve ser resiliente. A governança familiar é o que separa as famílias que entram em pânico daquelas que aproveitam as oportunidades geradas pela volatilidade.”
“Em anos eleitorais, o patrimônio não deve ser apenas rentável; ele deve ser resiliente. A governança familiar é o que separa as famílias que entram em pânico daquelas que aproveitam as oportunidades geradas pela volatilidade.”
Para o cliente que estava mais conservador, a recomendação não é o imobilismo, mas a diversificação defensiva. Isso significa manter uma parcela de liquidez para aproveitar as janelas de oportunidade que o estresse político certamente abrirá, sem abrir mão da proteção cambial.
O que o Investidor deve fazer AGORA?
O momento exige uma “Defesa 360º” que combine o aproveitamento do ciclo de queda com o escudo contra o risco político:
Cenário
Impacto no Patrimônio
Ação Recomendada
Selic a 14,25% (Pico)
Custo de oportunidade alto
Travar taxas em Prefixados/IPCA+
Ciclo de Queda (2026/27)
Valorização de ativos de risco
Aumentar exposição a Real Estate e Bolsa
Volatilidade Eleitoral
Oscilação brusca no Câmbio/Bolsa
Manter Hedge em Dólar e Proteção Global
Risco Fiscal
Pressão na curva longa de juros
Focar em ativos com proteção real (IPCA+)
Conclusão: O Legado Acima do Ruído
A sétima coluna de nossa jornada reforça que a gestão de patrimônio de alta renda é, acima de tudo, uma gestão de expectativas e riscos. O encerramento do ciclo de alta da Selic e a aproximação das eleições criam o ambiente perfeito para o erro emocional.
O papel do Family Office e do consultor estratégico é filtrar o ruído político e focar nos fundamentos. O ciclo de queda virá, a eleição passará, mas a estrutura de proteção que você constrói hoje é o que garantirá a perenidade do seu legado para as próximas gerações.
Por Wellington Aquino
@well_aquino_oficial @lorvent_capital
WhatsApp: 21 97134-1369
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Por Wellington Aquino
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Minicurrículo do Colunista:
Wellington Aquino é Founder da Lorvent Capital, especialista em Gestão de Patrimônio de Alta Renda, com foco em arquitetura de legado e proteção familiar 360º. Possui mais de 20 anos de mercado financeiro, com sólida trajetória em multinacionais dos setores de Banking, Fintechs e Benefícios, como HSBC Bank, Santander Getnet e Ticket. É Consultor CVM e Planejador Financeiro, com certificações CPA-20, CEA e SUSEP, e graduação em Administração de Empresas e Marketing, MBA em Economia com ênfase em Gestão Empresarial e MBA em Gestão com Ênfase em Liderança e Inovação pela FGV, MBA em IA para Negócios e MBA em Gestão e Liderança pela Faculdade Exame.



