Por: João Vitor Neves de Oliveira
Instagram: @vjoao_neves
A principal competição de seleções do futebol mundial tem um novo dono no topo de sua artilharia. E não se trata de qualquer nome. Ao longo de sua carreira, Lionel Messi construiu uma trajetória repleta de títulos, recordes e prêmios individuais que o colocaram entre os maiores jogadores da história do esporte. Ainda assim, havia uma conquista que por muito tempo parecia faltar em sua coleção: a Copa do Mundo.
O argentino realizou esse sonho em 2022, quando conduziu a Argentina ao título mundial e voltou a fazer o futebol pulsar em azul e branco. Agora, o destino lhe reservou mais um capítulo em sua relação com o torneio: tornar-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.
O recorde pertencia ao alemão Miroslav Klose desde 2014, quando ultrapassou Ronaldo Nazário e alcançou a marca de 16 gols. Foram duas edições de Copa com seu nome no topo, um feito que demonstra a eficiência e a regularidade de um dos grandes atacantes da história do torneio, mas existe algo de simbólico na mudança desse recorde.
Klose foi um goleador extraordinário. Messi, por sua vez, representa algo que vai além dos números. Sua carreira atravessou gerações, redefiniu padrões de excelência e transformou talento em arte dentro de campo. Durante anos, seu nome esteve associado à genialidade, mesmo nos momentos mais difíceis vividos com a seleção argentina, como o vice na própria copa do mundo em 2014 e da Copa América.
Por isso, a troca de nomes no topo da artilharia das Copas parece carregar um significado especial. Não porque diminui o legado de Klose, mas porque aproxima um dos recordes mais importantes do futebol para um dos maiores jogadores que o esporte já produziu.



