Por: Dra. Priscila Maria Gabos
@psicologadocoracao
Receber o diagnóstico de um infarto muda muito mais do que o coração.
Para muitas pessoas, ele inaugura um período marcado por medo, insegurança, alterações no sono, ansiedade e depressão. Não é raro que o paciente passe a interpretar qualquer dor no peito como sinal de um novo evento ou viva com a sensação constante de que “algo ruim vai acontecer”.
Nos últimos anos, pesquisadores têm investigado se tratar esse sofrimento emocional também faz parte do tratamento cardiológico.
Estudos apontam que a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) foi capaz de reduzir sintomas de ansiedade e depressão e melhorar a qualidade do sono desses pacientes.
Esses achados reforçam algo que a prática clínica já sugere há muito tempo: cuidar da saúde mental não é um aspecto secundário da recuperação. O sofrimento emocional influencia a adesão aos medicamentos, a participação na reabilitação cardíaca, o retorno às atividades e a qualidade de vida.
A ciência não mostra que a terapia “cura” doenças cardiovasculares. O que ela demonstra é que tratar ansiedade e depressão pode favorecer uma recuperação mais completa, melhorar a adesão ao tratamento e contribuir para uma vida com mais qualidade após um evento cardíaco.
A integração entre cardiologia e psicologia não significa substituir medicamentos por psicoterapia, mas compreender que mente e coração fazem parte do mesmo organismo e influenciam, continuamente, um ao outro.
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— Psicóloga do Coração | Psicologia e Cardiologia Integradas.
Sobre a autora
Priscila Gabos é psicóloga e doutora em Ciências, com atuação nas áreas de Psicologia e Cardiologia. Dedica-se ao estudo da relação entre saúde mental e saúde cardiovascular, desenvolvendo conteúdos, atendimentos e programas voltados para manejo do estresse, promoção do bem-estar e prevenção em saúde. É criadora do projeto Psicóloga do Coração, que integra ciência, cuidado e educação em saúde.



