Por Marize Reges
Durante muito tempo, disseram às mulheres onde elas deveriam estar, como deveriam se comportar e até quais sonhos poderiam ter. Mas os tempos mudaram. E a mulher também.
Hoje, ser mulher é muito mais do que ocupar determinados espaços. É ter consciência de seus direitos, conhecer seus deveres e, principalmente, ter coragem para reivindicar aquilo que considera justo.
A mulher atual acompanha a política, discute as decisões que interferem em sua vida, questiona, vota, participa e quer estar onde as decisões são tomadas. Afinal, não faz sentido que metade da população esteja apenas assistindo enquanto leis e políticas públicas são definidas.
E essa participação não deve acontecer apenas em períodos eleitorais. Política também está presente quando falamos de segurança, saúde, educação, trabalho, aposentadoria, igualdade salarial, maternidade, envelhecimento, violência e autonomia econômica.
As reivindicações femininas também se transformaram. Não queremos apenas abrir portas; queremos poder atravessá-las e permanecer nelas com respeito e dignidade.
E quando falamos de mulheres maduras, existe ainda uma reivindicação que considero fundamental: o direito de continuar sendo protagonista da própria história. Envelhecer não significa deixar de opinar, de trabalhar, de amar, de aprender, de se vestir como quiser ou de participar ativamente da sociedade.
A mulher de hoje não precisa pedir licença para existir.
Ela pode discordar. Pode mudar de opinião. Pode ocupar espaços de liderança. Pode falar sobre política, dinheiro, trabalho, relacionamentos e sobre o próprio corpo. Pode dizer “não” quando não concorda e “sim” quando acredita em alguma coisa.
Conquistas femininas não aconteceram por acaso. O direito ao voto, por exemplo, foi resultado de uma longa luta de mulheres que entenderam que cidadania também significava participar das decisões do país. (Portal da Câmara dos Deputados)
Por isso, estar atualizada politicamente não significa necessariamente defender um partido ou uma ideologia. Significa compreender o mundo em que vivemos e saber que as decisões políticas têm consequências concretas na nossa vida.
Uma mulher informada é uma mulher mais difícil de ser silenciada.
E talvez essa seja uma das maiores conquistas da mulher moderna: não aceitar mais que decidam por ela aquilo que ela própria tem capacidade de decidir.
Porque reivindicar direitos não é pedir privilégios.
É exigir respeito, igualdade e a liberdade de escolher o próprio caminho.
E você, mulher, tem acompanhado as decisões políticas que podem mudar a sua vida?
Informação também é uma forma de liberdade.



