Por Leandro Liz Psicanalista
@leandrolizpsicanalista
Cuidar dos pais pode nascer do amor, da gratidão, do compromisso ou até de algo que a própria pessoa ainda não consegue nomear. Em algumas famílias, esse cuidado parece uma escolha. Em outras, assume o peso de uma obrigação silenciosa.
A rotina muda, projetos são adiados, o corpo se cansa e a vida pessoal pode começar a ocupar cada vez menos espaço. Nem sempre isso aparece como sofrimento evidente. Às vezes surge como irritação, culpa, exaustão, insônia, tristeza ou uma sensação difícil de explicar.
Não cabe afirmar onde termina o amor e começa a renúncia. Cada história familiar possui seus próprios vínculos, faltas, dívidas e afetos.
Talvez o mais importante seja poder escutar o que esse lugar de cuidador representa para cada sujeito. Há quem encontre sentido nele. Há quem se perca de si. E há quem viva as duas coisas ao mesmo tempo.
Cuidar de alguém não revela, por si só, o que se passa dentro de quem cuida. É justamente esse ponto que merece ser escutado.
Se esse cuidado tem produzido sofrimento ou deixado pouco espaço para sua própria vida, a avaliação psicanalítica terapêutica on-line pode ser um primeiro espaço de escuta, sem julgamentos e sem respostas prontas.
Leandro Liz – Psicanalista
www.leandrolizpsicanalista.com.br



