*Por Poetisa Thaisy Moraes
Instagram: thaisymoraespoetisa
Desde que se nasce, o viver entrega dores. O tapa na bunda para abrir os pulmões: primeira dor necessária. Ouvi falar que esta dor de rasgar os pulmões é o primeiro assombro para um bebê. É o início das dores do viver. E a vida não economiza nas ocasiões de pesar.
Evitar a dor é sábio; fugir dela, nem tanto. Nessas horas, o melhor mesmo é enfrentá-la. Isso porque a vida exige coragem e responsabilização. E não é fácil ser humano, ser adulto, realmente. A vida pede muito e exigem ainda mais. E a dor é uma sensação que se afastada da satisfação. Ela incomoda, causa desconforto e desânimo.
Mas, o que episódios de dor podem nos ensinar? Como colaboram nesta seara de nascer e morrer? De enfrentar e fugir? De fato, a dor pode ser professora (e é). Ao nascer, o bebê chorará, rasgará os pulmões, mas também viverá por este motivo. Toda dor carrega a sua lição. Toda dor tem um motivo de ocorrer ou, caso não aparente haver razão alguma para ela, nós, enquanto seres racionais dotados de inteligência, podemos dar razão, motivo ou seja lá o que for que justifique toda essa sensação desagradável intrínseca do viver.
A dor existe e sempre haverá, enquanto houver vida, episódios de algum tipo de dor passeando em nossa mente, corpo ou alma. Ela ensina e educa. É desconfortável, mas tem algo a ensinar. Se vale a pena? Bom, aí a conversa é outra…
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.”
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



