Por Jéssica Monteiro Lima
@psi.jessicamonteirolima
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Existe uma imagem muito comum da gestação como um período de alegria, expectativa e preparação para a chegada de um bebê, mas nem todas as famílias vivem essa experiência dessa forma.
Às vezes, durante um exame, chega uma notícia inesperada: uma condição que pode ser incompatível com a vida, um diagnóstico que exigirá cirurgias após o nascimento ou um prognóstico incerto, sem garantias sobre os resultados do tratamento. De repente, além de imaginar a chegada do bebê, a família precisa lidar com o medo, as dúvidas e um futuro que parece ter mudado de direção. Podem surgir tristeza, choque, raiva, culpa, ansiedade e até dificuldade para se conectar com a gestação, também pode existir esperança, mesmo em meio à incerteza.
Estudos sobre o diagnóstico de condições fetais identificam experiências de incerteza, sofrimento emocional e luto pelas expectativas que a família havia construído, por isso, o acolhimento precisa ir além das informações médicas: é importante que os pais recebam escuta sensível, orientação clara e apoio psicológico ao longo desse percurso.
Nesse momento, frases como “pense positivo”, “vai dar tudo certo” ou “você precisa ser forte” podem acabar deixando pouco espaço para aquilo que a família realmente sente. A intenção pode ser boa, mas nem sempre é possível oferecer certezas. Às vezes, o cuidado começa simplesmente quando alguém consegue dizer: “Eu imagino que esteja sendo muito difícil. Como posso estar ao seu lado?”
A psicoterapia pode ser um espaço seguro para falar sobre os medos, elaborar perdas e expectativas, lidar com a incerteza e encontrar recursos para atravessar cada etapa. Não é preciso esperar chegar ao limite para buscar esse apoio.
Uma gestação difícil não torna essa família menos amorosa. E sentir medo, tristeza ou ambivalência não significa amar menos esse bebê, quando um diagnóstico muda os planos, a família também precisa ser cuidada. Com informação, acompanhamento multiprofissional e acolhimento emocional, é possível atravessar essa experiência sem exigir que ninguém seja forte o tempo todo. Porque, mesmo quando não podemos mudar o diagnóstico ou garantir o desfecho, podemos cuidar de como essa família é acompanhada.
Sou Jéssica Monteiro Lima, psicóloga perinatal e da parentalidade, e ofereço acompanhamento psicológico para mulheres que precisam de acolhimento durante a gestação e diante dos desafios inesperados desse percurso. Se você está vivendo esse momento, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para acolher seus sentimentos e encontrar recursos para atravessá-lo, entre em contato comigo para mais informações sobre o meu trabalho.
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Sobre a autora
Jéssica Samanta Monteiro Miranda Lima é Psicóloga Perinatal, com atuação voltada à saúde mental da mulher. Acompanha mulheres em diferentes fases da vida, desde a jornada da fertilidade até os desafios emocionais da gestação, parto, pós-parto, e busca por uma maternidade mais leve oferecendo escuta sensível e embasamento técnico e científico.
Formação acadêmica
Bacharel em Psicologia – Universidade do Grande ABC
MBA em Gestão estratégica do Capital Humano – FMU
Pós-graduação Psicopedagogia – Universidade Metodista
Pós-graduação Aperfeiçoamento em Psicologia Perinatal e da Parentalidade – Instituto MaterOnline



