Por Leandro Liz
Durante meses, Lula e Flávio Bolsonaro ocuparam conversas, grupos de família, redes sociais e relações. Para muitos, já não parecia apenas uma escolha política. Parecia algo pessoal.
Quando alguém discorda, não era apenas uma opinião diferente. Às vezes parecia uma afronta. Uma ameaça. Quase uma rejeição.
Talvez porque, em certos momentos, o sujeito coloque tanto de si em uma escolha que qualquer oposição seja sentida como um ataque à própria identidade.
Na psicanálise, não interessa decidir quem está certo. Interessa escutar por que precisamos tanto que o outro pense como nós.
Depois das urnas, alguém comemora. Alguém se decepciona. Mas a família continua. A amizade continua. O trabalho continua. A vida continua.Talvez o mais difícil não seja aceitar o resultado.
Talvez seja aceitar que o outro pode continuar sendo o outro.Sem precisar virar inimigo.
As urnas dizem quem venceu a disputa. Mas talvez só depois delas apareça aquilo que cada sujeito perdeu ou preservou dentro de si.
Se esse período político atravessou seus vínculos ou sua saúde emocional, te convido para uma sessão de psicanálise on-line..
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@leandrolizpsicanalista



