*Por Poetisa Thaisy Moraes
Instagram: @thaisymoraespoetisa
Foi-se a palavra não cumprida.
Foi-se o caminho percorrido, e não finalizado.
Foi-se tudo.
Foi-se o vão.
Foi-se!
Foi-se o tesouro.
Foi-se a miséria.
Foi-se tudo!
Sumiu o céu
Se estendendo no arco-íris de ilusão.
Foi-se, então!
Foi-se a expansão.
Foi-se o nada.
Foi-se!
Cortou-se toda futilidade,
toda vingança.
Amputou-se toda inutilidade,
todo serviço.
Foi-se!
Como um sonho de infância, repousou.
Foi-se como a angústia da adolescência,
Como as responsabilidades de uma vida adulta,
cotidiana, regular, incompreendida
e pouco marcada, pouco vivida, pouco expressiva.
Foi-se!
Foi-se a compreensão.
Foi-se a incompreensão
e a neutralidade.
No fim, sobra, portanto,
apenas a lâmina afiada
da espada de dois gumes.
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.” Escreve desde 2012. Em 2022, após dez anos escrevendo sobre as tristezas e alegrias, e belezas, e feiuras, publicou o seu primeiro livro chamado Passagens. Neste ano de 2026, embarcou na alucinante viagem dos concursos de poesia nacionais: semifinalista do Prêmio Nacional Poiesis de Literatura, coautora da antologia Poemas de Amor para Curar o Mundo (editora Articule), volume 2, sendo autora convidada para a mesa de autógrafos da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo; coautora da antologia Viva Poesia 2026 (editora Lura), com lançamento na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo; coautora da antologia Gente é pra Brilhar (editora Articule), sendo autora convidada para a mesa de autógrafos da 23ª Bienal do Livro do Rio, que ocorrerá no ano de 2027; coautora da antologia Um Poema para cada Noite, com lançamento na 23ª Bienal do Livro do Rio.
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



