Por João Costa Bezerra
@psico.joaocosta
O que guia a sua vida?
Essa pergunta pode parecer filosófica à primeira vista. No entanto, na psicologia ela aponta para algo bastante concreto: a motivação que orienta a forma como cada pessoa se relaciona com o mundo e com as próprias experiências.
Cada indivíduo possui maneiras particulares de interpretar aquilo que vive. Para algumas pessoas, o elemento central da experiência é a emoção. São pessoas que buscam sentir a vida intensamente. Em uma conversa, por exemplo, muitas vezes o mais importante não é exatamente o tema abordado, mas a emoção presente naquele encontro: a conexão, a empolgação, a alegria ou até o desconforto que surge na interação.
Outras pessoas organizam suas experiências de maneira diferente. Para elas, o ponto principal está na compreensão. O interesse maior está em entender, analisar, refletir. Nesse caso, o prazer da experiência muitas vezes está no conhecimento que ela proporciona, nas ideias trocadas ou no aprendizado que surge daquele momento.
Se utilizarmos novamente o exemplo de uma conversa, enquanto alguém pode sair daquele encontro lembrando principalmente de como se sentiu, outra pessoa pode lembrar principalmente do conteúdo da conversa, das reflexões que surgiram ou de algo novo que aprendeu.
Nenhuma dessas formas de viver é melhor ou pior. Elas representam apenas maneiras diferentes de se relacionar com a realidade.
Na prática clínica, muitas vezes percebemos que algumas dificuldades emocionais surgem quando a pessoa não reconhece como funciona sua própria forma de viver as experiências. Alguns tentam conduzir a vida apenas pela razão, ignorando aquilo que sentem. Outros se orientam apenas pelas emoções, sem reservar espaço para refletir sobre o que estão vivendo.
Quando conseguimos perceber como funcionamos internamente, surge a possibilidade de encontrar um equilíbrio maior entre sentir e compreender.
E talvez essa seja uma pergunta importante para cada um de nós:
Quando você vive uma experiência — uma conversa, uma decisão ou um desafio — o que realmente pesa mais?
A emoção que você sente naquele momento ou o conhecimento que aquela situação traz?
Em muitos casos, compreender essa diferença pode ser o primeiro passo para entender melhor como você conduz a própria vida.
Sobre o autor
João Costa Bezerra, psicoterapeuta com atuação clínica em saúde mental, desenvolvimento emocional e qualidade de vida. Utiliza uma abordagem integrativa com técnicas da TCC, Terapia do Esquema, DBT e Psicologia Analítica. Atende crianças, adolescentes e adultos, presencialmente, online e pela Zenklub.
Para saber mais:
www.psijoaocosta.com.br
(11) 98436-1978
Atendimento pela Plataforma Zenklub
Busque: João Costa Bezerra
Referências
Psicologias: Uma Introdução ao Estudo da Psicologia – Ana Mercês Bahia Bock; Odair Furtado; Maria de Lourdes Trassi Teixeira. São Paulo: Saraiva.
A Invenção do Psicológico: Quatro Séculos de Subjetivação (1500-1900) – Luís Cláudio Figueiredo. São Paulo: Escuta.
Subjetividade, Complexidade e Pesquisa em Psicologia – Fernando González Rey. São Paulo: Thomson.



