Por Rita Silva
A espiritualidade como ajuda no processo de auto aceitação
No meu processo de enfrentamento da Fissura Labiopalatina tive questionamentos, principalmente a Deus e acredito que muito que vão ler essa coluna já se deparou algum dia com essa crise entre vários o nosso Eu e o nosso ser Superior.
Por diversas vezes repita aquela pergunta “Senhor, por que eu nasci assim? “ ou “Por que comigo?”, como se fosse aceitável para outra pessoa. A verdade é que essa ação reflete muito sobre o que não aceitamos em nós mesmos. Na maioria das vezes esse comportamento é de questionar a Deus não está ligado a Ele e sim às coisas que ouvimos das outras pessoas em relação à nossa aparência ou à nossa capacidade física ou mental.
Atualmente a minha fé é pautada com base cristã e depois de décadas descobri a importância de ver o nosso Deus não como um Ser castigador ou pensar que nascer fissurada fosse uma punição para os meus pais “pecadores”. Acredite, há pessoas que ainda usam esse discurso para penalizar os pais pelo fato de seus filhos nascerem ou sofrerem algo que os deixem de alguma forma diferente dos padrões da sociedade. É inacreditável, mas é pura realidade.
Por isso, reforça a minha crença na espiritualidade, pois ela pode ser um poderoso suporte para pessoas que se projetam devido às suas características físicas. Ela promove a auto compaixão, incentivando um olhar interno que vai muito além das aparências e conecta o indivíduo ao seu valor intrínseco (único). Ao cultivar essa perspectiva, a espiritualidade fortalece a autoestima e a resiliência, ajudando a enfrentar os desafios da exclusão com uma sensação de dignidade e plenitude. Isso cria um espaço de facilidades e amor próprio, onde uma pessoa se vê como parte de algo maior, superando as limitações impostas pela sociedade.
Você já encontrou uma espiritualidade que remove o vazio interno ou a sensação de que sempre está faltando algo para você completar? Compartilhe comigo.



