Por Rony Cysney
A grande dama da dramaturgia brasileira completou, no último dia 16 de outubro, 95 anos, em grande estilo, em plena forma, comemorando com amigos e artistas, como deve ser.
Em novembro de 2021, Fernanda Montenegro foi eleita para assumir a cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em sucessão ao diplomata Affonso Arinos. A cerimônia de posse ocorreu em 25 de março de 2022. É a primeira mulher a ocupar a cadeira 17 da ABL, a 9.ª mulher eleita imortal da Academia e, também a primeira atriz. Em mais de cinquenta anos de carreira, participou de dezenas de espetáculos teatrais, interpretando de tudo: da clássica tragédia grega à comédia de boulevard, do musical brasileiro a espetáculos de vanguarda. Sempre ao lado de grandes nomes, do elenco à direção.

Entre os filmes em que atuou no cinema estão A Falecida (1964) e Eles Não Usam Black-Tie (1980), ambos de Leon Hirszman. E, mais recentemente, Olga, de Jayme Monjardim, onde interpretou Leocádia Prestes, mãe do líder comunista Luís Carlos Prestes; Redentor (2004), dirigido por seu filho, Cláudio Torres; Casa de Areia (2005), filme dirigido pelo genro Andrucha Waddington, marido de sua filha, a atriz Fernanda Torres; e Love in the Time of Cholera (O Amor nos Tempos do Cólera), de Mike Newell, lançado em 2007, onde fez a personagem Tránsito Ariza, mãe do personagem do ator espanhol Javier Bardem. Em 2010 viveu a protagonista Bete em Passione, de Sílvio de Abreu. Em 2012 protagonizou o último episódio da minissérie As Brasileiras como a artista decadente Mary Torres no episódio Maria do Brasil, e no especial de fim de ano Doce de Mãe em que interpretou Dona Picucha, personagem principal onde foi premiada com o Emmy Internacional de melhor atriz. Carlos Henrique Schroder, diretor-geral da Rede Globo na época, festejou o prêmio de Fernanda dizendo: “É o reconhecimento de uma estrela maior da nossa cultura. É a nossa dama maior do teatro, da TV e do cinema brasileiro. E justamente recebeu essa homenagem e reconhecimento internacional”.

Casou-se em 6 de abril de 1953, aos 23 anos, com Fernando Torres, que tinha 26 anos. Seu vestido de noiva fora emprestado de sua amiga Eva Todor, recém-casada, pois a atriz não tinha condições financeiras para comprar um modelo novo. O casal, após passar bastante tempo tentando ter filhos de forma natural, iniciou um tratamento de fertilização, conseguindo ter dois filhos. Em 1962 nasceu o diretor Cláudio Torres, de parto normal, e em 1965 deu à luz a atriz Fernanda Torres, nascida de cesariana. Seu sobrenome Torres não é de nascimento, tendo sido adquirido devido ao seu casamento. Resumir a vida e história dessa atriz carioca, em apenas uma página, é quase uma missão impossível, diante de tantas atuações na TV, Cinema e Teatro, no Brasil e no exterior. Fica aqui nossa simples homenagem, com votos de muita saúde e alegria. Gratidão por enriquecer nossa cultura. Por Rony Cysney
Fonte das fotos e pesquisa: wikipedia.org / Instagram da atriz




Bela homenagem e palavras Rony Cysney! Fernanda Torres merece todo carinho e aplausos. Nossa rainha !
Bela homenagem e palavras Rony Cysney! Fernanda Torres merece todo carinho e aplausos. Nossa rainha !