Por: Nutricionista Davi Mascarenhas
Instagram: @davinutricionista
A complexa relação entre estresse e obesidade emerge como uma interação multifacetada, envolvendo fatores fisiológicos, comportamentais e sociais. O estresse, caracterizado por respostas emocionais e biológicas que frequentemente ultrapassam a capacidade adaptativa do indivíduo, exerce um impacto direto e indireto sobre o comportamento alimentar, o gasto energético e outros processos relacionados ao peso corporal.
Por meio de alterações no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) e no sistema simpático-adrenal-medular (SAM), o corpo responde ao estresse de maneira a mobilizar energia, mas, em contextos modernos, essa energia muitas vezes não é utilizada, sendo armazenada como gordura. Além disso, mudanças comportamentais induzidas pelo estresse, como o aumento no consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, a redução da atividade física e a piora na qualidade do sono, contribuem significativamente para o ganho de peso.
Outro aspecto destacado é o papel do estigma associado à obesidade, que não apenas intensifica os níveis de estresse em pessoas com sobrepeso, mas também promove barreiras sociais e psicológicas que dificultam a adoção de comportamentos saudáveis. Essa discriminação, muitas vezes enraizada em contextos profissionais e de saúde, reforça um ciclo prejudicial de isolamento, autoimagem negativa e evitação de práticas benéficas, como exercícios físicos.
A literatura revisada aponta que o estresse crônico e o estigma são elementos centrais no contexto da obesidade, formando um ciclo que perpetua impactos negativos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Reconhecer essas conexões é um passo essencial para entender os desafios relacionados à saúde e propor caminhos mais empáticos e baseados em evidências no enfrentamento desses problemas.
Referencias: ebook grupo de estudos Dudu Haluch



