Por Gilanio Calixto.
Há quem defenda que nos dias atuais está cada vez mais dificil manter relacionamentos saudaveis, seja em familia, seja de amizade e de relacionamentos conjugais e quase sempre os fins dos relacionamentos se dão pelo rompimento completo dos diálogos e do respeito mutuo entre as pessoas. Ao meu ver não é de agora que relacionar-se com pessoas em quaisquwer niveis de relacionamentos há as dificuldades, pois cada um de nós temos opiniões e maneiras de agir de formas diferentes e se observarmos os tempos biblicos por exemplo veremos que problemas de relacionamentos existem desde os principios.
A maioria das pessoas já viveu ou conhece alguém que demonstra ter um carater delicado e de ser dificil manter uma relação sustentável, por trás de cada pessoa existe as personalidades de cada um há caracteristicas que moldam as formas de agir e os comportamentos, que na maioria das vezes inexiste o respeito, a escuta, a compreensão, o colocar-se no lugar do outro e o amor próprio.
Se analisarmos as passagens biblicas veremos que os apostolos de Jesus Cristo eram pessoas com temperamentos e personalidades fortes, muitas vezes fechados emn suas opiniões e crenças, costumes e culturas que até mesmo Jesus teve dificuldades por vezes de convencê-los a mudar, a ter nova visão das coisas e olhar para dentro de si mesmo, como Paulo, Pedro, Tomé que éramos como nós, só acreditamos naquilos que vemos e que em vários momentos Jesus precisou intervir para controlar as emoções dos mesmos.
Eu diria que é possivel sim. Desde que passamos a nos conhecer melhor, a ceder em alguns casos, a praticar a pedagogia da escuta, porém com valores, buscar o diálogo mesmo quando o outro divergir das nossas opiniões. Se faz necessário definirmos momentos para uma autoreflexão e fazermos as seguintes perguntas: “Eu casaria comigo.?” ; “Eu gostaria de ter uma amizade comigo?”, “ Seria capaz de ser aluno de mim mesmo?” “ Eu seria capaz de sentar para ouvir a mim mesmo.?” Esses e outros se faz importante dar uma observada e responder a si mesmo.
É muito importante evitar os impulsos, matendo a calma e refletindo sobre aquele momento de desigualdades, procurem entender de onde vem aquela atitude que você não aceitou ou não aceita do outro. É preciso termos cuidado com “o meu” “a minha” e o “eu”, sabemos que todos nós carregamos histórias e passados que insistimos em trazer para o presente e que por vezes essa volta traz consigo, eu diria, uma ferrugem que nos magoa e fere aqueles que estão ao nosso lado.
Na minha área de atuação como advogado sempre estou me deparando com os divórcios por diversos motivos e quando faço a prática da pedagogia da escuta posso provar que a falta de diálogo, o fechamento em si mesmo, a falta de respeito e as ilusões emocionais promovem os fins dos relacionamentos, muitos deles bonitos e felizes por décadas e que de repente tudo se desmoronou por práticas de atitudes inaceitáveis pelas partes.
Em grande partes de relacionamentos conjugais as causas são por vezes de traição, de agressões e de descontroles emocionais, onde todos acabam sofrendo imersos na situação, somos livres assim nos denominamos, mas parece que na verdade estamos presos, onde a sociedade parece seguir na contramão, onde ser fiel, ético, justo e amigo parece ter perdido a fórmula, para isso podemos nos questionar sempre: “ A minha felicidade está nos outros e nas coisas.?” Absolutamente não!! É possivel conviver da melhor forma, sabendo que não existe uma “receita de bolo”, porém existe há milenios uma REGRA INFÁLIVEL – Faça ao outro aquilo que desejas que o outro lhe faça!!!
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Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
Professor Universitário em Direitos Humanos e Educação Emocional
Palestrante Motivacional e de Carreira Profissional
Fundador do Instituto de Desenvolvimento Humano – Crer & Ser – Metodologia e Projeto de Vida – Campina Grande – PB e Queimadas – PB
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