Por Rony Cysney
Na última sexta-feira (16), o Papa recebeu, no Vaticano, os membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé na Sala Clementina. O evento teve início com a saudação dirigida em nome de todos os diplomatas pelo Decano, o embaixador de Chipre, George Poulides, a quem o Pontífice agradeceu, bem como as várias mensagens de felicitações recebidas após sua eleição e condolências pelo falecimento do Papa Francisco, que vieram também de países com os quais a Santa Sé não mantém relações diplomáticas.
Já em seu discurso, Leão XIV apontou para três desafios do nosso tempo: as migrações, o uso ético da inteligência artificial e a preservação da Terra.
“São desafios que exigem o empenho e a cooperação de todos, pois ninguém pode pensar em enfrentá-los sozinho”, afirmou o Pontífice, que em vários momentos falou de sua experiência como filho de imigrantes e, por sua vez, a trajetória que fez como emigrante. “Na mudança de época que estamos a viver, a Santa Sé não pode deixar de fazer ouvir a sua voz perante os numerosos desequilíbrios e injustiças que conduzem, entre outras coisas, a condições indignas de trabalho e a sociedades cada vez mais fragmentadas e conflituosas. É necessário também esforçar-se para remediar as desigualdades globais, que veem a opulência e a indigência traçar sulcos profundos entre continentes, países e mesmo no interior de cada sociedade.”

Um dia antes, na quinta-feira (15), o Papa recebeu o presidente da nossa Conferência Episcopal e do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), cardeal Jaime Spengler. “Ele nos acolheu com um gesto muito simples: um aperto de mão e um sorriso”, falou o Presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil). No encontro, foram discutidas questões relativas à vida do Celam e, também sobre o processo de organização da Conferência da Organização das Nações Unidas pelo Clima, a COP30, especificamente o que os Conselhos e Conferências episcopais, o Celam e, também a CNBB e a Igreja no Brasil têm feito no conjunto de articulações “Igreja Rumo à COP30”.

ROBERTUM FRANCISCUM PREVOST
Papa Leão XIV, conhecido como Robertum Franciscum Prevost é o primeiro papa norte-americano da história, nascido em Chicago, e tem 69 anos. Prevost é o segundo pontífice americano após o Papa Francisco e o primeiro a vir de um país de maioria protestante. Antes de sua eleição, ele foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco e ocupou cargos importantes na Igreja Católica, incluindo o de prefeito do Dicastério para os Bispos.
Parece que a grande maioria espera que este novo Papa siga uma postura, no mínimo parecida com a do Papa Francisco, seu antecessor. O seu sobrenome “Franciscum”, já nos alegra. Estou torcendo pra que ele consiga, cada vez mais, construir “pontes” e não “muros”. Vida longa ao Papa Leão XIV.
Por Rony Cysney
Fonte das fotos e pesquisa: @vaticannewspt (Instagram) /



