Por Rony Cysney
Francisco Cuoco, um dos maiores nomes da televisão brasileira, foi velado na manhã desta sexta-feira (20), em São Paulo. Ele morreu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos, de falência múltipla dos órgãos. O velório foi aberto ao público, das 7h às 15h, no Funeral Home, na Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista, região central de São Paulo. O enterro aconteceu às 17h, fechado para familiares e amigos.
“É com pesar e consternação que a família comunica o falecimento do ator Francisco Cuoco. Ele estava com a família e partiu de forma tranquila e serena. Agradecemos todas as mensagens de pesar e manifestações de carinho. A causa da morte foi por falência múltipla dos órgãos. Nossa gratidão e amor eterno por ter tido você em nossas vidas”, diz nota da família.

Com mais de 60 anos de carreira, Cuoco atuou no teatro, cinema e televisão. O ator nasceu em 1933, no Brás, região central de São Paulo.
Francisco Cuoco teve três relacionamentos públicos. Na década de 1960, ele foi casado com a atriz Carminha Brandão. O relacionamento durou até 1965 quando os dois se separaram.
Em 1971, ele se casou com Virginia Rodrigues, mas conhecida como Gina Rodrigues, com quem permaneceu até 1984. O último relacionamento que teve foi quando namorou com Thaís Almeida de 2013 a 2017.
O ator teve três filhos Diogo, Tatiana e Rodrigo, fruto do relacionamento com Gina Rodrigues, e tinha cinco netos: Lorenzo, Bernardo, Enrico, Maria Luiza e Maria Manuela. A vida da família sempre foi mantida de forma discreta, longe dos holofotes e os herdeiros do ator raramente foram vistos em eventos públicos.
Segundo revelou o portal Ric Mais, associado ao R7, a fortuna do ator é estimada em R$ 10 milhões e incluiria bens como imóveis, investimentos e direitos autorais de sua participação em reprises de novela. O montante será distribuído entre os três filhos dele.

UM POUCO DE SUA TRAJETÓRIA ARTÍSTICA
Francisco Cuoco foi um ator brasileiro, considerado um dos principais nomes da televisão nacional. Ganhou destaque ao interpretar galãs marcantes em diversas produções nas décadas de 1960 a 1990, deixando um legado significativo na dramaturgia brasileira.
Iniciou a carreira na TV Tupi, em 1957, passando também pela TV Rio, TV Excelsior e Record, até se consolidar na TV Globo, a partir de 1970, onde permaneceu até os últimos anos de sua vida. Na emissora imortalizou personagens emblemáticos como o emergente Gilberto Athayde, em O Cafona (1971), o injustiçado Cristiano Vilhena, em Selva de Pedra (1972), o taxista Carlão, em Pecado Capital (1975), o vidente Herculano Quintanilha, em O Astro (1977), os sósias Denizard e Paulo Della Santa, em O Outro (1987), entre outros.
Por sua trajetória, Cuoco foi reconhecido com diversos prêmios, incluindo um APCA, um Arte Qualidade Brasil e quatro Troféus Imprensa. Por Rony Cysney
Fonte das fotos e pesquisa: metropoles.com / wikipedia / msn.com



