Por Gilanio Calixto.
Neste artigo de hoje relato sobre relato sobre um tema pouco conhecido, mas muito presente em diversos aspectos em todo mundo. Pois bem, trata-se da LUDOPATIA. Você já ouviu falar? Conhece alguém com esse transtorno? Talvez o possua, ou tenha na familia ou conhece alguém que enfrenta esse problema. Mas então o que é a LUDOPATIA?
É uma condição caracterizada pelo impulso incontrolável de apostar, independentemente das consequências negativas, também conhecida como transtorno do jogo ou jogo patológico.
As pessoas afetadas por essa compulsão continuam jogando mesmo após perdas financeiras significativas, podendo chegar ao esgotamento de recursos, endividamento e comprometimento de relações pessoais e profissionais. Esse comportamento compulsivo é considerado um transtorno de comportamento aditivo, comparável a dependências químicas, devido à ativação dos mesmos circuitos de recompensa cerebral envolvidos em outras formas de vício.
A ludopatia é mais prevalente entre homens, sendo mais comum iniciar durante a adolescência ou início da vida adulta. Em populações mais jovens, o risco de desenvolver o transtorno é maior devido à exposição precoce a jogos de azar. Em relação à idade, adultos jovens e de meia-idade são os mais afetados, embora o problema também seja encontrado entre idosos.
O tratamento da ludopatia é um processo multifacetado que geralmente inclui psicoterapia (principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental – TCC), acompanhamento psiquiátrico com uso de medicamentos (como antidepressivos) para tratar comorbidades, grupos de apoio (como Jogadores Anônimos) e suporte financeiro com aconselhamento especializado. A abordagem deve ser personalizada, podendo envolver tratamento ambulatorial ou, em casos mais graves, internação e programas residenciais.
O número de auxílios por incapacidade temporária concedidos pelo INSS a trabalhadores diagnosticados com ludopatia (transtorno mental relacionado ao vício em jogos de aposta) cresceu mais de 2.300% nos últimos dois anos. O salto, revelado em reportagem do Intercept Brasil, acende um alerta sobre os efeitos sociais e previdenciários da proliferação das chamadas “bets” no país.
Entre junho de 2023 e abril de 2025, o INSS concedeu 276 benefícios por ludopatia. Até então, esse tipo de afastamento era raro: entre 2015 e 2022, a média anual não passava de 11 casos. A partir do segundo semestre de 2024, as concessões começaram a ocorrer com frequência mensal significativa.
Os dados apontam que 73% dos beneficiários são homens, e 80% estão na faixa de 18 a 39 anos, ou seja, no auge da vida produtiva. Além disso, pelo menos 7% dos casos envolvem segurados com filhos, o que acentua as repercussões sociais da incapacidade.
A ausência de diretrizes específicas para avaliação pericial da ludopatia e a falta de políticas de reabilitação profissional indicam que o sistema previdenciário ainda não está preparado para lidar com esse novo perfil de incapacidade. Diante do aumento expressivo de concessões e da complexidade dos casos, especialistas alertam para a necessidade de articulação entre as áreas da saúde, assistência social, trabalho e previdência.
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Fonte da imagem: Internet – Intercept Brasil.
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Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
Professor Universitário em Direitos Humanos e Educação Emocional
Palestrante Motivacional e de Carreira Profissional
Fundador do Instituto de Desenvolvimento Humano – Crer & Ser – Metodologia e Projeto de Vida – Campina Grande – PB e Queimadas – PB
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