Por Carla Perin
@cacaperin
Um olhar inspirado nas leis sistêmicas e na filosofia prática do cuidado
A Medicina Veterinária sistêmica nasce do entendimento de que a saúde do animal está profundamente conectada ao campo familiar, emocional e energético em que ele vive.
Segundo Bert Hellinger, todos os seres estão inseridos em sistemas que buscam equilíbrio, pertencimento e ordem.
Quando aplicamos essas leis à relação tutor–animal, percebemos que muitos sintomas, comportamentos e adoecimentos fazem sentido de maneira mais ampla.
1. A Lei do Pertencimento: todos têm um lugar no sistema
Animais são membros plenos da família. Quando emoções, pessoas, histórias ou dores são excluídas, o animal frequentemente manifesta em seu corpo o que não foi reconhecido no sistema.
2. A Lei da Ordem: cada um no seu lugar
Quando o pet ocupa posições simbólicas que não lhe cabem — como ‘filho substituto’, ‘protetor emocional’ ou ‘companheiro de dor’ — ele pode adoecer por sobrecarga.
3. A Lei do Equilíbrio: dar e receber em harmonia
A consciência dessa dinâmica reduz projeções e cobranças sobre o animal, favorecendo relações mais saudáveis e tratamentos mais eficazes.
4. Tratamentos mais eficazes e redução de recidivas
A visão sistêmica complementa a medicina clínica tradicional, identificando fatores emocionais e relacionais que perpetuam o adoecimento.
5. O veterinário como mediador de cura
A abordagem sistêmica desenvolve presença, escuta e empatia, permitindo que o profissional cuide não apenas do pet, mas de todo o campo onde ele vive.
Conclusão
A Visão Sistêmica não substitui a ciência — ela a aprofunda. Reconhece o animal como ser sensível, inserido em um sistema vivo.
Carla Perin
Médica-Veterinária Sistêmica e Terapeuta Multiespécie
Um olhar sensível sobre o vínculo humano e a consciência dos seres que nos acompanham.
@cacaperin
(14) 99776-6120



