*Por Viviane Wroblewski
@vivi_missao_financas
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Controladoria: deve ter excesso de controle?
A resposta é simples: não.
Um erro comum nas empresas é acreditar que controladoria significa controlar tudo e todos. Na prática, o excesso de controle pode gerar o efeito contrário: processos lentos, decisões demoradas e uma operação engessada.
Controle demais não traz eficiência. Traz burocracia.
Por outro lado, a falta de controle também é perigosa. Sem processos mínimos, aumentam os erros, os desperdícios e os riscos financeiros.
O papel da controladoria não é vigiar pessoas, mas organizar informações e apoiar decisões. Ela deve garantir que a empresa tenha dados confiáveis, processos claros e previsibilidade nos resultados.
O verdadeiro diferencial está no equilíbrio.
Uma boa controladoria não controla tudo — controla o que realmente importa. Cria rotinas simples, evita excessos e permite que a empresa funcione com eficiência e segurança.
No fim, empresas bem estruturadas não são as que têm mais controles, mas sim as que têm os controles certos.
Quais são os principais controles?
Alguns controles são essenciais para qualquer empresa:
Controle do fluxo de caixa: acompanhar entradas, saídas e prever necessidades futuras;
Contas a pagar e a receber: organização de vencimentos para evitar juros e inadimplência;
Análise de resultados (DRE): entender lucro, custos e margens;
Controle de custos e despesas: identificar desperdícios e melhorar a eficiência;
Formação de preços: garantir que o preço cubra custos, impostos e gere lucro;
Orçamento e metas: planejar e acompanhar o desempenho da empresa;
Controle tributário: entender o impacto dos impostos no resultado.
Esses controles não precisam ser complexos, mas precisam ser bem feitos e acompanhados com frequência.
*Viviane Wroblewski, colunista de controladoria no portal Som de Papo, mais de 15 anos de experiência em finanças, proprietária do escritório Missão Finanças Serviços de Contabilidade e Finanças.



