Por Laura Porto
As mulheres têm a beleza e a honra de poder gestar uma vida. São elas as únicas capazes de traduzir a essência máxima da vida: a própria vida, a perpetuação da existência humana.
É inexplicável a sensação de sentir um ser humano sendo formado dentro de nós. É inexplicável a sensação do toque da mão na barriga, da paz ao fechar os olhos e se conectar com o filho dentro do ventre.
É inexplicável o corpo mudando e se adaptando a essa magia. É inexplicável suportar todos os sentimentos e sensações diárias de uma gestação.
É inexplicável mensurar o tamanho do amor de uma mãe por um filho, por sua cria, e por sua forma imensa de doar o próprio corpo para dar vida a outra vida.
E essa inexplicável forma de gerar vida nos torna mulheres-mães na mais alta forma de santidade.
É quando nos aproximamos de Deus. É através da maternidade que nos tornamos presença do amor supremo.
E esse amor nos santifica, nos melhora, nos abala para o resto das nossas vidas.
É um presente divino. É um presente de vida.
E aqui estou falando da forma mais linda e poética possível.
Hoje me dou o direito de não falar das mães que abandonam ou das que são narcisistas. Hoje é dia de falar das belas e maravilhosas mães que, ontem e hoje, fizeram o mundo um pouco melhor; das que cuidam, protegem, rezam, oram e abençoam seus filhos.
Essas mulheres que, antes de tudo, tentam fazer com que outros seres humanos sejam melhores para o mundo.
Hoje, neste mês também é dia de falar das avós, tias e amigas que cuidam dos filhos das outras. Hoje é dia de falar desse sentimento e dessa comunidade chamada mãe: aquela que gesta, mas também aquela que escolhe esse papel para cuidar e amar incondicionalmente outro ser humano.
Mãe é sublime em sua essência mais pura e digna de amor, carinho e compaixão.
Mãe é, inexplicavelmente, aquela que transforma o mundo, perpetua a vida humana e nos coloca no patamar mais alto da divindade humana.



