Por Poetisa Thaisy Mora
@thaisymoraespoetisa
Há algo de sagrado no poder. Não se pode acreditar que o poder vem pelas próprias mãos. Desde ser pai, dono de uma empresa, gerente de uma loja ou ser servidor público até ser presidente de uma grande nação, há naquele posto a interferência direta de Deus. E não importa a sua inclinação moral, a sua personalidade ou os seus vícios. Deus sempre observará o quão responsável você está sendo com as vidas daqueles que estão sob sua autoridade; e se você buscou, em todas as oportunidades, ser sábio, virtuoso e justo. O posto é de unção; já o exercício do posto é uma prova. Isso porque Deus não pode compactuar com injustiças. Não há espaço no campo divino para esse tipo de desvio moral. Existe uma névoa sobre a cabeça de quem comete a injustiça. E névoa pode ser traduzida por confusão mental, falta de nitidez, perda da clareza de raciocínio. Só que tudo parece tão óbvio, ao primeiro olhar, quando se está vivendo com esta névoa. Meio contraditório, não é? Então, aí, você me diz: “São tantos destes no poder. Nem faz sentido este raciocínio.” Entenda, meu amigo: não estou falando de estes postos estarem abarrotados de pessoas que não compreendem a sua missão. Eles podem ocupar esses lugares, tanto é que ocupam. A pergunta é: “Será que eles, agindo assim, são capazes de usar de forma inteligente e próspera o poder que lhes foi dado?” Porque a chave da prosperidade em qualquer tipo de reinado — seja a sua casa, sua empresa, sua loja ou o Planalto Central — é o quão capaz você é de impactar verdadeiramente de forma positiva o maior número de pessoas. Impacto pressupõe resultado. E quando você usa o poder — que pode ser um tipo de arma, e é, acima de tudo, uma bênção em potencial — como forma de maldição, você não chega ao final da corrida com honra. Você fez a corrida, mas não merece a medalha. Pode até recebê-la, mas não a merece. Recebe de homens, mas Deus continua a observá-lo. A pergunta que eu faço: você está feliz com os resultados que lhe renderam essa medalha? Ou se contenta com um “medalhão”?
Indicação de leitura complementar:
ASSIS, Machado de. Teoria do Medalhão. In: Papéis Avulsos. 1882. Texto integral disponível no portal Machado de Assis – Obra Completa. Acesso em: 4 jun. 2026.
Segunda tem aroma de rosa e poesia. Sendo assim, até lá!
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.”
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



