*Por Poetisa Thaisy Moraes @thaisymoraespoetisa
A saudade tem mania de enciclopédias. Cada livro na estante tem o mundo ao seu dispor. Traz à tona as vivências, os romances e aventuras. Cataloga momentos e organiza atitudes. Como quem muito deseja, a sua sede é por imagens. É escritora experiente. Todos os dias, a saudade acorda cedo e se dispõe a trabalhar. Toma café com a tristeza e almoça com a alegria. Mas, a saudade aprendeu a sentir dor. Na verdade, a saudade tem mania de exagerar, de amenizar, de se emocionar. O perfume do amor eterno, o casaco esquecido e nunca devolvido do amigo ausente, a comida da vovó, a gíria do irmão, o conselho do bom pai. Muitas vezes, se engana nas histórias recontadas. Tem mania de deixar a história diferente. Ela nem percebe a ilusão que projetou. A saudade chega em casa e prefere descansar. Deita-se cedo numa cama, mas é difícil adormecer. Todos os dias, a saudade vai dormir com um frio na barriga pelos anseios das histórias que criou.
Refletir é preciso! Sendo assim, aguardo você na sexta-feira! 😉
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.”
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



