Por Viviane Wroblewski
@vivi_missao_financas
Leitura livre
Crescer é um desejo. Crescer com planejamento é função da controladoria.
É comum ouvir empresários dizendo: “No próximo ano quero crescer 20%.”
Ter metas é importante. O problema é que, na maioria das vezes, esse crescimento existe apenas como intenção.
A controladoria transforma esse desejo em um plano de ação.
Quando o empresário define uma meta de crescimento, a controladoria começa a fazer perguntas que muitas vezes ninguém faz.
Se a empresa crescer 20%, quantas vendas a mais serão necessárias? A equipe atual consegue atender essa demanda? A estrutura suporta esse crescimento? Será preciso contratar pessoas, comprar equipamentos ou ampliar o estoque?
E mais: esse aumento de vendas realmente vai gerar lucro? Ou apenas aumentar custos e consumo de caixa?
Outro ponto importante é o capital de giro. Crescer normalmente significa vender mais, comprar mais, produzir mais e, muitas vezes, esperar mais tempo para receber dos clientes. Sem planejamento, uma empresa pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldades financeiras.
A controladoria também avalia quanto será necessário investir, quais indicadores deverão ser acompanhados e quais riscos precisam ser monitorados durante esse processo.
É por isso que empresas organizadas crescem de forma sustentável. Elas não aumentam as vendas apenas porque desejam crescer. Elas analisam se o crescimento será saudável para o negócio.
A controladoria não elimina os desafios do crescimento, mas evita que ele aconteça sem direção.
No fim, a diferença entre uma empresa que cresce e outra que apenas aumenta o faturamento está justamente no planejamento.
Porque crescer é uma decisão.
Mas crescer com lucro, caixa e sustentabilidade é resultado de uma controladoria bem estruturada.
Viviane Wroblewski, colunista de controladoria no portal Som de Papo, mais de 15 anos de experiência em finanças, proprietária do escritório Missão Finanças Serviços de Contabilidade e Finanças.



