Por Gilanio Calixto.
Começo a coluna de hoje com a seguinte pergunta meus caros leitores e leitoras: E você já se sentiu alguma vez solitário? Já experimentou a solidão agarrada aos seus pensamentos e sentimentos?
Pois bem, trago hoje um debate sobre esse tema que temos vários viés e considerações. Em um mundo onde nunca estivemos tão conectados pela tecnologia, paradoxalmente, nunca tantas pessoas se sentiram tão sozinhas. As redes sociais aproximam continentes, permitem conversas instantâneas e compartilham momentos em tempo real.
No entanto, por trás das telas iluminadas e dos sorrisos publicados em fotografias, existe uma realidade silenciosa que cresce a cada dia: a solidão crônica. A solidão não é apenas estar fisicamente sozinho. Ela se manifesta quando alguém sente que não é compreendido, valorizado ou lembrado. É possível estar cercado por centenas de pessoas e, ainda assim, experimentar um vazio profundo. Essa dor muitas vezes invisível, acompanha milhões de indivíduos em diferentes fases da vida.
Entre os idosos, a solidão costuma surgir com a perda de familiares, amigos e da rotina de trabalho, muitos deles passam dias inteiros sem receber uma visita ou uma ligação, vivendo apenas com suas lembranças de um passado algumas vezes felizes ou até mesmo passados doloridos. Entre os jovens, ela assume outra forma, apesar de acumularem seguidores e curtidas, muitos enfrentam dificuldades para construir relações profundas e verdadeiras.
O medo da rejeição, a comparação constante e a busca por aceitação podem intensificar o sentimento de isolamento. A correria da vida moderna também contribui para esse cenário. O trabalho, os compromissos e as responsabilidades ocupam quase todo o tempo disponível.
As conversas longas foram substituídas por mensagens rápidas. Os encontros espontâneos deram lugar a agendas lotadas, aos poucos, vínculos importantes enfraquecem, e muitas pessoas passam a acreditar que precisam enfrentar suas dores sozinhas.
A solidão crônica pode afetar profundamente a saúde física e emocional, ela está associada ao aumento do estresse, da ansiedade, da depressão e de outros problemas de saúde. O coração sente a ausência de afeto tanto quanto o corpo sente a falta de cuidados. Quando o isolamento se prolonga, a esperança pode parecer distante, e até os dias mais simples se tornam difíceis de enfrentar.
Enfim, são tantos os aspectos que eu fico sempre a imaginar e um detalhe importante: qualquer um de nós pdoemos experimentar seja hoje ou seja amanhã. Entretanto, por mais intensa que seja essa realidade, ela não precisa ser permanente. Um gesto de atenção pode transformar o dia de alguém. Uma ligação inesperada, uma visita, uma conversa sincera ou simplesmente a disposição para ouvir podem representar um recomeço. Pequenas atitudes têm o poder de romper o silêncio que aprisiona tantas pessoas.
No fim das contas, o maior presente que podemos oferecer uns aos outros não é dinheiro, fama ou sucesso. É a certeza de que existe alguém disposto a caminhar ao nosso lado, porque quando uma pessoa deixa de se sentir invisível, renasce dentro dela a esperança de que a vida ainda pode ser compartilhada, e que nenhum coração foi feito para viver isolado.
Gostou da abordagem?
Fonte do texto: Propria Autoria
Imagem Internet: – CNN BRASIL.
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Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
Professor Universitário em Direitos Humanos e Educação Emocional
Palestrante Motivacional e de Carreira Profissional e Autor de Livros
Fundador do Instituto de Desenvolvimento Humano – Crer & Ser – Metodologia e Projeto de Vida – Campina Grande – PB e Queimadas – PB
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