Por: Clariana Grosso
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O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Laranja, dedicada à conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM), uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central. Mais do que divulgar informações, este período convida à reflexão sobre a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento e do acolhimento às pessoas que convivem com a doença.
A Esclerose Múltipla ocorre quando o sistema imunológico ataca estruturas do próprio organismo, comprometendo a comunicação entre o cérebro e outras partes do corpo. Seus sintomas podem ser variados e diferentes de uma pessoa para outra, incluindo alterações na visão, formigamentos, fraqueza muscular, dificuldades de equilíbrio, fadiga intensa e mudanças cognitivas. Por serem sintomas que, muitas vezes, aparecem e desaparecem ou podem ser confundidos com outras condições, a informação e a investigação médica são fundamentais.
Receber um diagnóstico de uma doença crônica também pode trazer impactos emocionais. Medo, insegurança, ansiedade e incertezas podem surgir diante de uma nova realidade. Nesse sentido, cuidar da saúde não significa olhar apenas para os sintomas físicos, mas também reconhecer a importância do suporte psicológico, familiar e social.
Conviver com a Esclerose Múltipla não significa deixar de viver, sonhar ou construir projetos. Os avanços da medicina e os tratamentos disponíveis têm contribuído para uma melhor qualidade de vida e para o controle da doença. Cada pessoa, porém, vivencia essa experiência de maneira única e merece ser acolhida em suas necessidades e respeitada em seus limites.
O Agosto Laranja reforça que a informação é uma importante forma de cuidado. Conhecer a Esclerose Múltipla ajuda a combater preconceitos, reduzir o desconhecimento e incentivar a procura por avaliação profissional diante de sintomas persistentes ou incomuns.
Mais do que iluminar o mês de agosto com a cor laranja, a campanha nos lembra da importância da empatia. Falar sobre a Esclerose Múltipla é abrir espaço para a conscientização, o acolhimento e a esperança — reconhecendo que, por trás de cada diagnóstico, existe uma pessoa com uma história, sentimentos e o desejo de viver com dignidade e qualidade.
Imagem criada com ajuda da IA
Atendo em consultório há muitos anos e cada vez mais observo a necessidade das pessoas buscarem por psicoterapia, principalmente quando recebem um diagnóstico de doença crônica. Se você conhece alguém com esclerose múltipla e precisa de auxílio da psicoterapia para cuidar das emoções nesse momento, entre em contato comigo!



