Por Dôra Paiva
A Síndrome do Pequeno Poder, consiste naquela estrutura onde alguém, exerce de forma imperativa e autoritária, uma atitude sobre as pessoas que estão ao seu redor. Seja na esfera laboral ou familiar, sem a devida preocupação com as consequências, que podem ocorrer, devido a essa espécie de atitude. Existe um provérbio muito conhecido, cuja origem desconheço, que diz o seguinte: “se quiser saber como uma pessoa é verdadeiramente, coloque-a no poder”.
Segundo a Psicologia, essa Síndrome, é uma espécie de autoritarismo, exercido por alguém, que está investido de uma função de poder. Função essa, que é exorbitada de forma cruel e impiedosa. Muito embora possa parecer um problema individual, ela tornou-se um problema social, de uma gravidade descomunal.
Essa dificuldade em saber lidar com o poder recebido, pode ocorrer nas diversas esferas da vida. Isso acontece geralmente, quando alguém recebe uma promoção no trabalho; um cargo de direção em alguns órgãos, a exemplo de Associações, gerenciamento de Agencias Bancarias, supervisão de Setores ou chefia de algum grupo de trabalho. Essas pessoas, ao receberem uma promoção, se investem na condição de superioridade e começam com essa mudança de comportamento, a maltratar ou menosprezar a aqueles que agora são seus subalternos. É o que se fala: “ o poder subir à cabeça”. Eles acreditam serem superiores e por essa razão, passam a tratar de forma agressiva, impositora e repressiva a quem está ao seu redor.
Como lidar com pessoas com essas características?
1.Não alimentar esse poder – cabe a cada um que conviva com essa situação, não ceder à essa opressão, buscar interagir com parcimônia e muita sabedoria. Pois bater de frente com essas pessoas, de nada adiantará, pois não é a solução mais acertada. A depender da função exercida pelo opressor, poderá resultar em uma demissão.
2.Buscar formas de reações sem o atrito energético – uma pessoa com esse padrão comportamental, não aceita ser questionada por alguém em posição mais inferior. Por isso, é necessário buscar formas mais inteligentes, para cercear esses ataques. Uma pessoa que exerce o Pequeno Poder, não possui a empatia com o sofrimento dos outros.
3.Procure uma forma de alertar a quem possuí a Síndrome do Pequeno Poder, sobre as suas atitudes – pelo fato de estar envolta com esse poder opressor, na maioria das vezes, essa pessoa, não percebe as suas atitudes e os seus atos para com os outros. Ele acredita que somente será respeitado, se exercer o seu mandato com mão de ferro.
Consequências da Síndrome do Pequeno Poder!
Angélica Capelari, professora de Psicologia, da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), alerta que as pessoas que desenvolveram a Síndrome do Pequeno Poder, ao perceberem que os seus subordinados, aceitam e não rejeitam a sua forma de agir, acreditam que esse Modus Operandis, é o correto e ideal para manter o seu serviço mais produtivo. E dessa forma vai continuando a oprimir através da sua posição de liderança. Ela inclusive, sinaliza às pessoas oprimidas, que busquem formas de lidar com esse processo, sem danos maiores.
A constância do nível de opressão, poderá desenvolver nas pessoas vitimadas por essa situação, crises de ansiedade, estresse e até depressão. Isso sem contar com a baixa produtividade e rendimento do serviço, ocasionados pela desmotivação dos funcionários. A máxima: “manda quem pode, obedece quem quer”, é coisa do passado. É uma atitude retrô, pois na atualidade o modelo mais apropriado de liderança, é o da coparticipação, onde líderes e liderados possuem um único objetivo e ideal. Estamos vivendo numa sociedade, onde não cabe mais a opressão e o domínio das ações pela mão de ferro. Cabe a todos nós, membros de uma sociedade global, buscar viver com mais dignidade e empatia. Com maior afinidade e menor orgulho. Com maior carinho e respeito, com uma menor agressividade. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências
Texto: www.infoescola.com.br
Imagem: www.pinterest.com



