Por Ramon Henrique
E o lilás tem um motivo muito forte pra estar aqui, agosto é um mês de conscientização, visibilidade e combate à LGBTfobia, com foco principal na luta e visibilidade de mulheres lésbicas e bissexuais, mas que abraça toda a comunidade LGBTQIA+.
O lilás foi escolhido porque mistura a força do azul e a delicadeza do rosa, representando a união, a resistência e a diversidade de quem existe e resiste todos os dias.
Esse mês serve pra lembrar que a luta por direitos, respeito e dignidade não acabou, serve pra dar nome ao que muitas vezes é silenciado: a violência, o apagamento, a discriminação no trabalho, na saúde, na família e nas ruas.
Mas Agosto lilás também é sobre celebrar. É sobre orgulho, é sobre dizer em voz alta que ser LGBTQIA+ não é doença, não é pecado, não é fase, é identidade, é amor, é vida, é sobre criar redes de apoio, é sobre acolher quem ainda tem medo de se assumir, é sobre garantir que ninguém precise esconder quem é pra ser aceito.
É sobre ocupar espaços, é sobre estar na política, na escola, na empresa, na rua, de cabeça erguida, cada bandeira levantada em agosto é um grito contra o preconceito e um abraço em quem precisa.
É lembrar que representatividade importa, que informação salva vidas e que empatia transforma realidades.
Que nesse Agosto lilás a gente possa colorir não só as redes sociais, mas também os corações e as atitudes, que a gente cobre políticas públicas, cobre respeito, cobre amor.
Porque existir é resistir, e resistir, em tempos difíceis, é também um ato de amor próprio e de amor coletivo.
Agosto é lilás, é luta, é orgulho, é visibilidade. E a gente não vai parar de gritar isso até que ser quem você é não seja mais motivo de medo, e sim motivo de festa.
Texto: Ramon Henrique
Instagram:@ramonhenriquee
Crédito Fotográfico: coletivo de gênero
Fonte: UOL/Terra/revista Veja/ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais.



