Por Dora Paiva
@dorapaiva51
A expressão REBORN, é uma palavra de origem inglesa, cujo significado é Renascido. Porém, nos últimos tempos, estamos convivendo com umas situações bastantes inusitadas, que é uma busca frenética pelos BEBÊS REBORN. E eles nada mais são, do que cópias quase perfeitas, hiperrealisticas, produzidas em vinil ou em silicone. São bonecos incrivelmente semelhantes a um bebê de verdade. O nível de semelhança é tão grande e perfeito, que permite-nos confundí- los.
Os BEBÊS REBORN, começaram a serem fabricados na década de 90. O primeiro, foi criado pela artista alemã Karola Wegerich, em 1999, para presentear a um amigo seu, que estava sofrendo imensamente por conta da recente perda de um filho. Desde então, essa arte de criar bonecos semelhantes aos bebês verdadeiros, se espalhou e conquistou o mundo.
Porquê essa arte, está polemizando tanto na sociedade atual? Porquê estamos vendo a cada dia, algumas situações tão esdrúxulas acontecerem, em relação a esses procedimentos? Esses bonecos, são a mais nova febre da Internet. Por essa razão, é que vários profissionais, principalmente os que se dedicam à área da Saúde Mental, estão levantando alguns questionamentos sobre esse contexto. E isso se deve ao fato das publicações de inúmeros vídeos sobre partos, com amamentação desses bonecos e até pasmem, uma tentativa de batismo, que ocorreu em determinada Igreja de Salvador, na Bahia.
Começamos a perceber, que por traz dessa suposta “infantilização”, há uma estrutura psicológica muito preocupante, pelo fato de estarem extrapolando a barreira da normalidade. É muito apropriado salientar, que os BEBÊS REBORN, não são sujeitos de Direitos, não possuem vida, não crescem e nem se desenvolvem. Essa transferência afetiva, que hoje está em modismo e em evidência, pode em alguns casos, revelarem sérias dificuldades pessoais, apresentadas por determinadas pessoas.
Salientamos que nessa matéria, não queremos apenas criticar, mas também mostrar que existe uma condição terapêutica, que carece de uma atenção muito especial, por parte de amigos e familiares. A busca por um profissional devidamente qualificado, é fundamental para o ajuste desses comportamentos e atitudes atípicas.
A relação de algumas pessoas, com os BEBÊS REBORN, podem servir para alguns como suporte emocional, para quem teve uma experiência traumática, como por exemplo o LUTO, pela morte de um filho. Porém, a maior preocupação se relaciona com a fuga da realidade, que pode acarretar eventos que implicam em situações mais difíceis, sobre a Saúde Mental desses indivíduos. Inclusive já temos conhecimento de um projeto de Lei, proposto pelo vereador Santiago dos Santos Angelo, de Guarujá, no litoral paulista. Esse projeto tem a ideia de fornecer apoio terapêutico, para quem se utiliza desses bonecos, como uma forma de lidar com os seus desafios emocionais. Seria facultado a essas pessoas, um Atendimento Psicossocial. Essa proposta vai servir como um protótipo, para que outras estruturas venham a surgir. É muito importante que novos projetos apareçam, onde o BEBÊ REBORN, seja simplesmente uma diversão infantilizada e não um suprimento das carências individuais. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências
Texto:www.saude.abril.com.br
www.cnnbrasil.com.br
Imagem: www.pinterest.com.br
Censura: 16 anos
Contatos: @dorapaiva51 / 71 991300030



