Por Rony Cysney
Atualmente, os bonecos saem para as ruas de Olinda nas segundas de carnaval, homenageando personagens importantes do Brasil e do mundo. Eles representam desde artistas conhecidos até figuras políticas relevantes no cenário mundial.
Do Papa Leão XIV, passando por Lady Gaga, pelo cantor João Gomes e pelo ator Wagner Moura, várias personalidades de segmentos bem distintos vão ser homenageadas com esculturas dos bonecos. Elas se juntam a figuras que já são referência do carnaval pernambucano, como o “Homem da Meia-Noite”, a “Mulher do Meio-Dia” e o “Menino da Tarde”.

Algumas celebridades já homenageadas ganham vestuário e cabeças novas, como o boneco de Bob Marley, que celebra o regueiro jamaicano lembrando os 45 anos do seu falecimento. A arte é assinada por Guilherme Paz, da Embaixada dos Bonecos, que também é responsável por outras figuras — entre elas, ilustres pernambucanos: o cantor e compositor Chico Science e o diretor de cinema Kleber Mendonça Filho, um estreante na versão boneco de Olinda no carnaval.
Pelo seu perfil no X, Kleber levou com bom humor a homenagem e passou a usar a imagem do boneco gigante de argila e fibra de vidro como foto de perfil na rede social. O cineasta escreveu: “Não pediram autorização, acho uma esculhambação. Viramos eu e Wagner Moura boneco gigante no carnaval. Adoro”.

A HISTÓRIA DOS BONECOS GIGANTES NO BRASIL
De acordo com João Barata, coordenador da embaixada dos Bonecos Gigantes, o primeiro boneco gigante do Brasil saiu às ruas em 1919, homenageando Zé Pereira, um personagem imaginário do carnaval do Rio de Janeiro, que representa um europeu que se encantou pelo carnaval brasileiro. Confeccionado em corpo de madeira e cabeça em papel machê, somente no ano de 1929 resolveram criar sua companheira, batizada com o nome de Vitalina. Símbolo marcante das festas de carnaval de Olinda, a tradição dos bonecos gigantes surgiu no Brasil em Belém do São Francisco, no sertão pernambucano. Mas a origem deles data de muito tempo, na Europa medieval, sob a influência dos mitos pagãos.
Os bonecos chegam a quatro metros de altura e têm entre 15 a 50 quilos, e passaram a desfilar nas ladeias de Olinda apenas em 1932, com a criação do boneco do Homem da Meia Noite, personagem a quem os prefeitos oferecem a chave da cidade, dando início as festividades do carnaval.
Fonte de pesquisa e das fotos: jc.uol.com.br / d24am.com/brasil/ / otempo.com.br
Rony Cysney – Formado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Pessoas, Rony Cysney é Professor, Administrador, Comunicador, Apresentador, Editor, Compositor, Poeta e Escritor. Atualmente, é Produtor e editor dos Programas “Conversando Abobrinha”, “Pod ou Não” e “Na Roda Gigante com Rony Cysney”, todos na REDE SDP TV (Streaming). Está compondo músicas e escrevendo poesias. Também está executando o projeto “Conversando Abobrinha”, aprovado em junho deste ano, pela Secretaria de Cultura de Olinda-PE, através da Política Nacional Aldyr Blanc de incentivo à cultura.




Aplausos a quem faz a cultura pernambucana, parabéns Rony!👏🏿👏🏿👏🏿