Por Drs Vanessa Cláudia e Yuri Oliveira
História da Fonoaudiologia no Brasil
Antes de contar a história dessa grande e majestosa profissão da comunicação humana no Brasil, não poderia deixar de mencionar que lá atrás, mas bem atrás mesmo, existiu um grande filósofo, Demóstenes, que foi o grande precursor da Fonoaudiologia.
Demostenes era portador de gagueira e desenvolveu sua própria técnica para “ameniza-la”. O filósofo que era tido como grande orador ateniense do século IV a.C, abordava questões políticas e morais em seus discursos. Com isso, iniciou sua prática terapêutica caminhando na areia da praia, diante do mar bravio, e com pedras na boca, discursava ativando estruturas responsáveis pela articulação, enquanto o barulho do mar, mascarava as imperfeiçoes da fala. Demóstenes também, se posicionava em frente a uma parede, colocando uma espada pontiaguda em direção ao peito, afim de inibir os movimentos corporais durante a fala.
A profissão foi idealizada em 1930 quando a medicina e a educação, preocupavam-se com a profilaxia e com as alterações de linguagem manifestadas em escolares. Vinte anos depois, a formação acadêmica, se deu com o curso de logopedia na cidade do Rio de Janeiro, sendo este, o marco histórico da profissão. É importante salientar que a profissão recebeu influencia inicialmente, da educação de surdos, devido à grande necessidade de profissionais para reabilitá-los.
Na década de 1960, originou o primeiro ensino de fonoaudiologia em São Paulo com duração de um ano, chegando no final da década, com duração de três anos.
Até então, todos os cursos eram de nível técnico. Na década de 1970, iniciaram-se movimentos para regularização dos cursos de graduação como nível superior, com duração plena e titulação em bacharelado e direito a mestrado e doutorado.
Após anos de manifestos, movimentos e necessidades que envolviam a saúde e educação, a profissão foi regulamentada em 09 de dezembro de 1981, com a lei 6965 no governo do então presidente João Figueredo.
Desde então, o fonoaudiólogo vem exercendo sua função em todos os ciclos de vida (do bebê ao idoso) no âmbito da comunicação humana avaliando; diagnóticando, habilitando; reabilitando; orientando; aperfeiçoando; desenvolvendo ações de saúde coletiva; desenvolvendo pesquisa e exercendo atividades de ensino.
Atualmente a fonoaudiologia atua nas seguintes áreas:
Audiologia: área que trata de problemas relacionados a audição.
Motricidade orofacial: avalia e trata de distúrbios relacionados a musculatura da face, boca e língua que envolvem a função da fala, mastigação e deglutição.
Voz: trabalha na prevenção, avaliação e tratamento de distúrbios vocais em pacientes saudáveis e profissionais da voz.
linguagem oral e escrita: trabalha com aquisição e desenvolvimento da linguagem oral e escrita, incluindo aspectos como comunicação e cognição.
Disfagia: avalia e trata dificuldades na deglutição, que podem ocorrer devido a doenças e condições neurológicas ou não.
Hospitalar: atua em ambiente hospitalar, avaliando e tratando pacientes com distúrbios da comunicação e deglutição.
Neurofuncional: avalia e trata pacientes com distúrbio da comunicação e deglutição devido a lesões neurológicas como AVC.
Gerontologia: foca na comunicação e deglutição de idosos mantendo a qualidade de vida.
Educacional: atua em escolas e instituições de ensino auxiliando no desenvolvimento da linguagem e comunicação de alunos e professores.
Fonoaudiologia do trabalho: promove a saúde vocal e auditiva dos trabalhadores buscando ambiente de trabalho saudável.
Pericia fonoaudiológica: emite pareceres técnicos judiciais em casos que envolvam questões fonoaudiológicas.
Fluência: trabalha com a fluência da fala, buscando prevenir e tratar problemas como a gagueira.
Neuropsicológica: estuda a relação entre comunicação, cognição e sistema nervoso.
Diante de informações que esclarecem ao leitor a história da fonoaudiologia e suas áreas, elegemos nosso próximo tema: Aperfeiçoamento da comunicação oral. A escolha é de grande relevância, por se tratar de um assunto com demandas na comunicação em público, comunicação ocupacional e redes socias. Este assunto será nossa próxima pauta aqui na nossa coluna: Falando sobre a fonoaudiologia.
Por Vanessa Cláudia V. Pinto de Melo
CRFa 8-4541 – Fonoaudióloga
@vanessacvpmelo @fonargroup
Yuri Oliveira CRFa – 8- 11.909 – Fonoaudiólogo
@yurioliveirafe_fonoaudiologia @fonargroup



