Evento acontece de 5 a 8 de outubro no recôncavo baiano
Com hino de Cachoeira e toda plateia de pé iniciou a segunda mesa da Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica. A partir das 19h de quinta-feira, a história de Cachoeira foi contada pelos convidados Walter Fraga, Tamires Costa e o professor Carneirinho, com mediação Jomar Lima.
Intitulada “Penso, falo, canto e sou sua liberdade, Cachoeira”, nome retirado do trecho de uma música do cantor cachoeirano, Matheus Aleluia, a mesa trouxe convidados naturais da cidade com foco no patrimônio histórico e cultural que Cachoeira representa para Bahia e para o Brasil.
A historiadora, professora e mestra em História da África, Tamires Costa, relatou o processo de pesquisa do mestrado que se tornou o projeto financiado pela SECULT-BA em 2016, intitulado: Caminhadas Patrimoniais: Passos da Independência em Cachoeira Bahia, voltado para as escolas de educação básica pública e privada do município, projeto este que retrata o processo de independência da Bahia e do Brasil a partir das lutas travadas no recôncavo baiano.
Os participantes da mesa se revezaram nos contos sobre Cachoeira e como foi o processo de independência, os povos quilombolas e como os escravizados de Cachoeira tiveram um papel fundamental na luta pela liberdade. Os professores Carneirinho e Walter Fraga reforçaram que as cidades São Felix e Cachoeira se complementam e se unem pela ponte. “Viver São Felix é viver Cachoeira, viver Cachoeira é viver São Felix”, afirmou Carneirinho reforçando a parceria histórica entre as cidades.


