Por Gilanio Calixto
Mais uma vez estamos juntos aqui em mais um sábado onde sempre é um prazer estar com vocês caros leitores e caras leitoras, prometo não tomar muito tempo, vamos juntos? Pois bem o tema hoje é delicado e se tornou uma realidade muito presente em nosso país. O fim de um casamento costuma ser marcado por lágrimas, frustrações e sonhos interrompidos. Para os adultos, representa o encerramento de uma história. Para os filhos, entretanto, significa o início de um período de profundas transformações, repleto de dúvidas, inseguranças e medo de perder aqueles que mais amam.
Em meio às discussões sobre patrimônio, pensão alimentícia e reorganização da vida, existe algo que jamais pode ser colocado em segundo plano: o direito da criança de continuar sendo filha de pai e mãe.
É exatamente nesse contexto que a guarda compartilhada revela sua verdadeira importância. Muitas pessoas ainda acreditam, equivocadamente, que guarda compartilhada significa dividir o tempo da criança rigorosamente entre duas casas. Na realidade, seu maior objetivo é muito mais nobre: assegurar que ambos os pais permaneçam igualmente responsáveis pelas decisões mais importantes da vida dos filhos, compartilhando deveres, responsabilidades e participação ativa em sua criação.
O divórcio dissolve o casamento. Nunca dissolve a parentalidade. Uma criança não deixa de precisar do pai porque mora com a mãe. Tampouco deixa de necessitar da mãe porque passa alguns dias com o pai. O amor dos filhos não se divide; ele se multiplica quando ambos permanecem presentes.
Infelizmente, em muitos divórcios os filhos acabam se tornando espectadores de uma guerra que jamais escolheram travar. São usados como instrumentos de vingança, mensageiros de conflitos ou vítimas silenciosas da mágoa dos adultos. Cada palavra ofensiva dirigida ao outro genitor atinge também o coração da criança, pois ela carrega em si um pouco de cada um.
A guarda compartilhada busca justamente romper esse ciclo. Ela incentiva o diálogo, a cooperação e o respeito mútuo em benefício daquele que é mais vulnerável em toda essa história: o filho. Pesquisas na área da psicologia demonstram que crianças que mantêm vínculos saudáveis com ambos os pais tendem a desenvolver maior equilíbrio emocional, autoestima, segurança afetiva e melhor desempenho escolar. Sentem-se protegidas porque sabem que continuam sendo amadas, independentemente da separação dos pais.
Porque no final das contas a maior herança que um pai e uma mãe podem deixar não é um patrimônio material, mas a certeza de que mesmo separados, jamais deixaram seus filhos caminharem sozinhos. Quando o casamento termina, uma família não precisa acabar. Ela apenas aprende uma nova maneira de continuar amando.
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Fonte do texto: Propria Autoria
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Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
Professor Universitário em Direitos Humanos e Educação Emocional
Palestrante Motivacional e de Carreira Profissional e Autor de Livros
Fundador do Instituto de Desenvolvimento Humano – Crer & Ser – Metodologia e Projeto de Vida – Campina Grande – PB e Queimadas – PB
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